Extra
Deputados também podem ter utilizado gráficas para desviar dinheiro público do Estado
29 de Dezembro de 2014, 11h57
Conforme o Buxixo já suspeitava, a 'Operação Edição Extra', deflagrada neste mês pela Polícia Civil e outros órgãos de investigação, pode ser a porta de entrada para um universo de corrupção envolvendo recursos da área de Comunicação destinados à compra de materiais publicitários e gráficos.
Documentos apreendidos na semana passada apontam que a Assembleia de Mato Grosso também pode ter se utilizado do esquema montado por gráficas de Cuiabá para fraudar licitações. São planilhas, relatórios e cópias de contratos com informações comprometedoras envolvendo fraude, desvio de dinheiro e pagamento de propinas.
Além do presidente da ALMT, José Riva (PSD), os dados também comprometem o deputado estadual reeleito, Mauro Savi (PR) e o ex-deputado Maksues Leite (PP). Para justificar o desvio, eles teriam simulado a compra de vários materiais - inclusive 187 mil exemplares do 'Livro de Atividades Parlamentares'. Vale lembrar que a assembleia de Mato Grosso tem apenas 24 parlamentares.
No caso dos contratos envolvendo o Governo do Estado a polícia estima que foram desviados cerca de R$ 40 milhões de reais. Ainda não há estimativa de quanto saiu da ALMT, mas, conforme as investigações, 75% dos valores pagos eram 'devolvidos' em propinas para deputados.
E podem anotar, tudo isso é só começo...