Bastidores
Grupo de Taques pode lançar Mauro Mendes ao senado em 2018
29 de Dezembro de 2015, 09h51
O prefeito da capital Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) pode não sair candidato à reeleição e se lançar na disputa por um cargo de senador nas eleições de 2018, quando estarão em disputa duas vagas para o cargo. A tese já é defendida abertamente, inclusive por políticos e lideranças de 'fora' do grupo do atual governador, como o senador Blairo Maggi (ainda no PR), para quem Mendes deve concluir o mandato, deixando a prefeitura saneada e aproveitando o tempo até 2018 para se articular visando o cargo federal.
Aliado de primeira hora de Pedro Taques (PSDB) e uma espécie de pupilo de Blairo Maggi, Mauro Mendes teve uma ascensão meteórica na política, tendo disputado o governo do estado em 2010, quando ficou em segundo lugar no páreo, perdendo apenas para o então governador Silval Barbosa (PMDB), que foi reeleito, sendo eleito em seguida prefeito da capital em 2012, ele tem conseguido fazer uma boa gestão, mas esbarra em questões estruturais e tem dificuldades para resolver problemas que se tornaram crônicos, como a saúde e a infraestrutura, principalmente, o que leva seus aliados políticos a quererem afastá-lo do abacaxi.
Caso se libere do cargo, Mendes poderia abrir vez para outro aliado de Taques, o atual presidente da Assembleia Legislativa, o tucano Guilherme Maluf, que é do mesmo partido do governador e que serviria para dar um 'up' na sigla, o que seria fundamental para as pretensões eleitorais futuras do governador, que quer se projetar em nível nacional e nada melhor que comandar a capital do seu estado para tanto.
Resta saber se o prefeito está disposto a se arriscar na tarefa, ou se preferiria se manter na prefeitura por mais quatro anos, desatando de vez os nós que não o permitiram, até agora, resolver de forma mais efetiva os problemas da capital.
De qualquer forma, é um nome novo e com peso eleitoral que se desponta para a disputa ao senado e tem todas as condições de bem representar o estado, desde que o grupo político a que pertence venha a apoiá-lo.
Vamos acompanhar...