Dói no bolso 1
O PCCS foi aprovado. E a conta é nossa.
29 de Fevereiro de 2016, 09h51
Aprovados pelo Legislativo na última semana, os projetos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores aumentarão, segundo o prefeito Percival Muniz (PPS), de 4 a 5 milhões de reais a folha de pagamento a cada mês, sem contar os novos direitos dos servidores ao longo da carreira. E adivinhe só, caro leitor, de onde virá o recurso que bancará esta decolada...
Isso mesmo, do seu bolso. Ou melhor, do nosso. Se já era difícil engolir a seco servidores municipais ganhando muito trabalhando pouco, imagine agora. De início os projetos visavam extinguir principalmente os super salários -há casos de servidores, por exemplo, com salário maior do que o de um secretário, ou até mesmo do próprio prefeito-, mas após a aprovação, a meta ficou longe de ser batida. Há quem defenda que não mais será.
Não muito amigo dos protocolos e decoros, o prefeito foi direto ao ponto logo após o resultado da votação. Em entrevista, Muniz classificou a aprovação, da forma como ocorrera, de "delírio coletivo" e já adiantou que a bola será passada para a sociedade civil organizada. Neste caso, mais do que nunca, também pagadora. A sanção da Lei deve ocorrer nos próximos 15 dias.
Obviamente, como "Manda-Chuva" do poder municipal, o prefeito tem autonomia para vetar o texto final do PCCS, o que certamente ocorrerá quanto a algumas emendas. Após, os projetos voltarão para a Câmara, que optará pela manutenção ou derrubada de cada veto. Ao todo, das 134 emendas, cerca de 20 foram retiradas ou reprovadas.
Os novos projetos do PCCS vinham sendo acompanhados pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), contrária a parte das emendas contidas nos projetos. Seu entendimento, porém, fora derrubado. Prevaleceram os aumentos dos benefícios e dos salários pagos ao servidores.