Dói no bolso 2
Prefeitura não quebra, mas repassa o custo... Um pouco mais sobre o PCCS.
29 de Fevereiro de 2016, 09h50
Estamos presenciando uma bomba catastrófica sobre a conta pública! Prefeitura não quebra, mas repassa o custo.
Dentro da Câmara dos Vereadores, o grupo situacionista fala em questionamentos judiciais. Afirma que os novos projetos não corrigem as antigas distorções e nem de longe fazem justiça aos servidores. Aumentam absurdamente os salários de um pequeno grupo em detrimento de outro maior. Quem mais precisa, não será contemplado.
O estranho é que o PCCS fora aprovado por unanimidade. Ou seja, recebera votos favoráveis da própria bancada aliada. Sobre isso, um vereador do grupo esclareceu que "a votação foi favorável à essência do projeto, que em si é boa, pois permitirá mais igualdade e ajuste tendo em vista já os novos concursos públicos. Ainda assim, cada emenda deste que foi aprovado recebeu seus votos contrários, foi feita uma aprovação com ressalva e o foco será a fase de veto". Parte delas, a emendas, mutantes sorrateiras. Apareceram neste formato após já terem sido retiradas dos projetos em discussões anteriores.
Na oposição, o entendimento é o de que cabe ao Executivo o lhe é de dever: analisar as emendas e devolvê-las ao Legislativo. E que haja pano para esta manga.
É preciso considerar, porém, este 2016 como um ano fundamental e de influência direta no ocorrido na Câmara no dia 26. Falo da já iniciada corrida eleitoral.
Se o impacto desta aprovação será sentido nas futuras candidaturas, ainda não se sabe. Ao Buxixo, o vereador ressaltou que não acredita em jogo político. O que faltou foi pressão popular. "Os servidores foram ao Legislativo buscar seus interesses, o restante da população não. Os cidadãos agora precisam buscar junto a seus vereadores responder e comparecer às etapas na Câmara", disse.
Está claro, como dois e dois são quatro, que qualquer intenção parlamentar em utilizar como jogo político o PCCS será um tiro de garrucha no meio do pé. Suas decisões, atitudes e discursos serão lembrados. Nisso, opositores e situacionistas, podem e devem apostar.