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Leitão nega “rixa” com Selma após episódios na campanha de 2018
29 de Fevereiro de 2020, 11h47
Pré-candidato a eleição suplementar ao Senado, o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), avaliou que a cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos) tenha sido influenciada pela falta de experiência da ex-magistrada para tratar os assuntos políticos. Segundo ele, alguns erros cometidos por ela desde a campanha eleitoral impactaram negativamente no seu futuro no Congresso.
“A Selma ela teve suas qualidades, mas teve suas inexperiências, teve suas falhas, mas acho que isso é da vida. Todo mundo erra, levanta. Eu não consegui depois disso ter qualquer tipo de relação com ela”, disparou.
Em 2018, Selma lançou sua candidatura ao Senado na coligação “Segue em frente Mato Grosso” ao lado do ex-governador Pedro Taques (PSDB), que buscava a reeleição, e de Leitão que também buscava uma vaga no Congresso.
No entanto, durante a disputa, a parlamentar abandou a aliança política e seguiu com candidatura independente, após diversos desencontros com seus colegas de chapa. Na ocasião, a juíza aposentada alegou ter sido “boicotada” após ficar com pouco tempo de propaganda na rádio e TV. “Nós fizemos uma coletiva de coligação, na semana seguinte ela fez uma live dizendo que não era aquilo. Depois ela corrigiu e falou de novo”, apontou.
Selma Arruda foi a mais votada durante as eleições de 2018, contudo foi cassada pelo Tribunal Regiona Eleitoral (TRE) por prática de caixa 2 e abuso de poder econômico. Ela é acusada de promover gastos de campanha no período de pré-campanha e não contabilizá-los em sua prestação de contas.
Contudo, Nilson garante que mesmo diante de todo imbróglio dentro do arco político durante o pleito, não existe qualquer "rixa" entre eles. “A Selma respondeu por aquilo que ela fez, a gente responde por aquilo que faz. Eu não tenho nenhum problema pessoal com ela, mas nunca mais conversei com ela e ela resolveu naquele período se afastar da coligação. Acho que é um assunto que é uma página virada, não tenho nenhum problema de mágoa”, finaliza. A reportagem é de Allan Mesquita, do site Folhamax.