“IRREVERSÍVEL”

Assim resumiu Temer a Lula sobre a saída do PMDB do governo Dilma. De Rondonópolis, vereador comenta

por Robson Morais

29 de Março de 2016, 07h52

Assim resumiu Temer a Lula sobre a saída do PMDB do governo Dilma. De Rondonópolis, vereador comenta
Assim resumiu Temer a Lula sobre a saída do PMDB do governo Dilma. De Rondonópolis, vereador comenta

A saída do PMDB da base aliada do governo Dilma é "irreversível". Foi o que disse ao ex-presidente Lula o atual vice Michel Temer, em conversa acompanhada por assessores no hall do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Nesta terça-feira (29), o diretório nacional da sigla se reúne e define um futuro outrora improvável.

A aliança peemedebista com o PT é histórica e sobreviveu firme a momentos de forte tensão em Brasília. Certo é que desde a fatídica carta enviada por Temer à presidente da República, os laços se enfraqueceram. Na ocasião, Temer definiu a si como "vice decorativo" e criticou a falta de espaço, à época, dada às opiniões e posturas do PMDB frente ao governo.

Ainda que após o fato tenha ganhado mais espaço, tudo indica que nada será o bastante para o PMDB manter o apoio. Tende, assim, o governo Dilma a ficar ainda mais enfraquecido ante a crise política e pressão oposicionista principalmente na Câmara. Ainda na conversa entre Temer e Lula, o vice garantiu que a nomeação do peemedebista Mauro Lopes para o Ministério da Aviação Civil contribuiu para o cenário. A nomeação do ministro aconteceu depois de o PMDB decidir em convenção que seus filiados não deveriam assumir novos cargos no governo.

Sobre a reunião do diretório nacional do PMDB, Temer e os atuais ministros do governo não deverão participar.

Rondonópolis

Há 16 anos no PMDB, o vereador por Rondonópolis Dr. Manoel da Silva Neto comentou o anunciado racha entre PMDB e PT. Na visão do parlamentar, o cenário é favorável ao partido a nível Federal. "O PMDB finalmente vai tomar posicionamento. É o que faltava para o partido. A sigla precisava sair de cima do muro, fosse para um lado ou para outro", opinou. "Chegou a hora do partido tomar frente".

A nível municipal, aproveitando este ano de eleições, Dr. Manoel admite o processo de enfraquecimento pelo qual vem passando o PMDB desde a saída do ex-prefeito José Carlos do Pátio, hoje no Solidariedade. Garante, porém, que o passado ficou para trás. "A saída dele (Zé do Pátio) fez o partido perder parte de seu eleitorado, isso é natural. Mas são águas passadas e o que fica gravado no PMDB de Rondonópolis é ser uma sigla forte, com militantes que vestem a camisa. Não vejo dificuldades no caminho do partido nestas eleições".