ABANDONO DE INCAPAZ

Pais de recém-nascida que morreu em Rondonópolis são autuados pela Polícia Civil

A mãe relatou que tinha saído durante a noite para comprar bebida e deixado a menina sob os cuidados do pai

por Rondonópolis, MT - Sirlei Alves / com assessoria PJC/MT

29 de Março de 2019, 13h50

Pais de recém-nascida que morreu em Rondonópolis são autuados pela Polícia Civil
Pais de recém-nascida que morreu em Rondonópolis são autuados pela Polícia Civil

Um homem de 27 anos e a mulher dele, de 31 anos, foram autuados pela Polícia Judiciária Civil por abandono de incapaz qualificado, com resultado morte, da filha de apenas 2 meses. O caso foi registrado na madrugada desta sexta-feira (29) no município de Rondonópolis (MT).

O casal foi encaminhado ao Plantão da 1ª Delegacia de Polícia, após a Polícia Militar ser acionada pelos funcionários do Pronto Atendimento Infantil, que fica no Bairro Santa Marta, onde a menina chegou já com os sinais vitais fracos. A criança deu entrada às 04h30, desta sexta-feira (29), com sinais de maus tratos e foi óbito por volta das 5h10.  A médica plantonista confirmou que a bebe de dois meses de vida já chegou com os sinais vitais fracos, sendo constatado presença de hematoma na cabeça.

A mãe relatou que tinha saído durante a noite para comprar bebida e deixado a menina sob os cuidados do pai. Ela contou que durante a madrugada, após ministrar algumas doses de dipirona, a filha começou a passar mal e começou a balançá-la e deferir alguns tapas no rosto da filha para acordá-la, mas percebeu a gravidade do estado da criança e a encaminhou a unidade hospitalar, onde morreu.

O casal foi autuado em flagrante no crime de abandono de incapaz qualificado, com pena de 4 a 12 anos, mas no final do inquérito policial poderá responder por homicídio ou tortura qualificada com resultado morte, conforme o resultado da apuração, que deve também aguardar o exame de necropsia, e ouvir outras pessoas.

O pai contou que a criança caiu da cama e bateu a cabeça. Tanto ele quanto a mãe são usuários de drogas e em janeiro deste ano, quando a menina nasceu, o hospital maternidade de Rondonópolis encaminhou ofício ao Conselho Tutelar, informando que a mãe usuária de drogas havia dado à luz a criança e necessitava de acompanhamento para recuperação da dependência química. Mas tão logo, a mulher foi encaminhada para tratamento, o Conselho Tutelar perdeu contato, até que tomou conhecimento da morte nesta sexta-feira.