Inconclusas

Travessia Urbana, canalização do Canivete e obras do terminal ferroviário também são prioridades

Entendimentos com governos Federal e Estadual vão garantir obras consideradas fundamentais para a cidade

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29 de Abril de 2013, 00h21

Travessia Urbana, canalização do Canivete e obras do terminal ferroviário também são prioridades
Travessia Urbana, canalização do Canivete e obras do terminal ferroviário também são prioridades

Ministro César Borges prometeu atender reivindicações feitas pelo prefeito Percival MunizA colaboração do Governo Federal, através do DNIT, será fundamental para a definição de dois problemas que tem assombrado a população de Rondonópolis: a conclusão da travessia urbana da BR-364 e as obras complementares para evitar os congestionamentos previstos com a entrada em funcionamento do terminal da ferrovia. Nos dois casos os entendimentos já foram iniciados e, segundo o prefeito Percival Muniz, a expectativa é otimista.

"O ministro dos Transportes, César Borges, já assegurou que garantirá os investimentos necessários para a duplicação de 25 quilômetros da BR-163 ligando o terminal ao município e também para a conclusão do anel viário, com obras complementares e a construção de mais duas pontes sobre o Rio Vermelho. Isso deixará a cidade numa situação confortável em relação ao aumento no fluxo previsto com a operação do terminal", avalia.

Em relação à obra da travessia urbana a avaliação também é de que a solução está próxima. A prefeitura acaba de encaminhar um novo relatório, feito em parceria com a consultoria contratada pelo próprio DNIT, apontando uma equalização entre os valores pagos e o serviço realizado.

O relatório comprovou a realização de serviços que somam R$ 29.064.000,00, para um total pago de R$ 30 milhões. Porém, há a expectativa de que o DNIT inclua no levantamento cerca de R$ 600 mil em serviços complementares e de outras obras que não estavam previstas no projeto inicial (aterros, acessos, drenagem etc.). A diferença entre os números deste relatório e o anterior, que apontava um 'furo' de quase oito milhões de reais, é explicada por obras que teriam sido realizadas no ano passado e que não foram pagas.

"Todo mundo sabe que quando o Ananias Filho assumiu a prefeitura colocou a Equipav para trabalhar lá e ela atualizou a medição. Não cabe a mim investigar porque uma empresa trabalhou sem receber. Quem tem que fiscalizar e está fiscalizando é o MPF. Se a Câmara quiser abrir CPI, é um direito dela. O meu dever e defender o interesse público e lutar pela conclusão da obra. As coisas precisam funcionar, a população precisa do resultado", destaca.

Percival disse que está aguardando a resposta do DNIT e que o município está pronto para continuar gerindo a obra ou devolvê-la ao governo federal. Caso o relatório seja aprovado e a prefeitura se mantenha como gestora, a execução continuará a cargo da Objetiva Engenharia - que já teria inclusive contatado a própria Equipav e a empresa Tecnocapa para ajudarem na conclusão da travessia urbana.

"A decisão agora cabe ao DNIT, de nossa parte estamos prontos. Já chamei o dono da Objetiva e expliquei que vamos exigir resultados. Estou tranquilo quanto a isso porque em mais de 30 anos de vida pública nunca tive empreiteiro ligado a mim, nem rádio e nem TV. É minha história politica. Não tenho nada contra e os empreiteiros, mas tenho tudo a favor da população que paga a conta", afirmou.

Canivete
O prefeito também mostrou-se otimista em relação a conclusão da canalização do córrego Canivete, obra lançada há quase três anos pelo Governo do Estado. O serviço já foi retomado e deve ser agilizado com o fim do período de chuvas. A previsão é de que o término ocorra ainda neste ano, mas os outros projetos previstos para a região podem ser comprometidos por causa da especulação imobiliária.

"Temos planos de adequação e urbanização daquela área, mas alguns espertinhos estão comprando terrenos já prevendo a valorização e isso pode inviabilizar o investimento. Se for o caso iremos à Justiça para desapropriar pelo valor venal e, se estas ações demorarem muito, poderemos até adiar os planos para um outro momento. Não vamos ficar reféns de especuladores", alerta.