eleições 2014
Afastado de Taques, Wellington segue na luta para sair ao senado
Dono de seis mandatos de deputado, o republicano lidera as pesquisas para a Câmara Federal e aparece em segundo para o senado
29 de Abril de 2014, 08h39
O deputado federal e presidente regional do Partido da República (PR), Wellington Fagundes, tem aos poucos se afastado do grupo do senador Pedro Taques (PDT) e cuidado de fortalecer o seu nome dentro da coalizão governista, capitaneada por seu partido junto com o PMDB e o PT. Dono de seis mandatos consecutivos de deputado, o republicano lidera todas as pesquisas de intenção de votos para a Câmara Federal e aparece em segundo lugar para o Senado.
Unanimidade dentro do PR para a disputa de uma vaga de senador, Wellington chegou a ser cortejado pela frente oposicionista liderada por Taques, que discutiu a possibilidade de lançá-lo para o cargo majoritário, mas a posição dúbia do senador pedetista, que é filiado a um partido da base do Governo Dilma Rousseff mas é um crítico ferrenho da presidente, acabou por afastar os republicanos, que preferem apoiar um candidato mais 'confiável', ou seja, alinhado com o Governo Federal.
"O PR é um partido muito grande, conta com o senador Blairo Maggi e o suplente Cidinho, tem oito deputados na Assembleia (Legislativa). Estamos querendo construir um projeto que represente crescimento, desenvolvimento e a certeza de melhoria de vida da população. Entendemos que uma coligação não pode ser construída apenas em cima dos anseios pessoais ou partidários, mas nos anseios de toda a população e é isso que nós estamos buscando: construir aliança sólida, que tenha a confiança da população", afirmou o deputado.
Apesar de estar sedimentado na base governista, ele afirma que até a realização das convenções partidárias, marcadas para acontecerem entre o dia 10 e o dia 30 de junho, tudo pode acontecer. "Até as convenções, nós estaremos conversando com todos. Não temos sectarismo. Todos aqueles que quiserem construir um projeto que consiga trazer confiança para a população, nós vamos conversar', afirmou o presidente do PR, ensaiando novamente o mote daquele que deve ser o discurso governista: a confiança.
A definição quanto à saída ou não de Wellington Fagundes para a disputa do cargo de senador é aguardada com ansiedade por seus companheiros de partido, pois caso ele, abriria a possibilidade de o partido lançar um outro nome para disputar a vaga de deputado federal, cargo almejado pelo atual deputado estadual Sebastião Resende.
Dessa forma, com Resende saindo à federal, o PR também poderia abrir uma vaga de estadual, dando chance para o surgimento de algum nome novo na legenda.