ESTUPROS EM RONDONÓPOLIS

Delegado Regional diz que situação está “sob controle”

Claudinei Lopes admite acentuação nos números entre março e abril, mas destaca redução no comparativo com 2015

por Robson Morais

29 de Abril de 2016, 08h56

Delegado Regional diz que situação está “sob controle”
Delegado Regional diz que situação está “sob controle”

O delegado Regional da Polícia Judiciária Civil (PJC), Claudinei de Souza Lopes, defendeu, na noite de ontem (28), que a situação das ocorrências de abuso sexual e tentativas de estupro registradas em Rondonópolis no primeiro trimestre deste ano, apesar da recente acentuação, está sob controle. Em 2016, 16 casos foram confirmados no município. 

No comparativo, neste mesmo período em 2015 o número foi maior: 23 casos. Neste ano, o caso mais recente ocorreu na última semana e a vítima foi uma criança de apenas 5 anos de idade. O suspeito de ter praticado o crime, o vizinho, foi detido em flagrante. "Um outro acusado, um frentista, também já teve a  prisão representada. Ele já tinha uma condenação por abuso em 2011 e estava solto, continuava praticando o crime desde agosto de 2015", lembrou o delegado. 

Entre os meses de março e abril de 2016, ainda, o delegado admite aumento na sequência de abusos principalmente na chamada região Leste do Município, que abrange o bairro Jardim Atlântico e os bairros vizinhos. Segundo afirma, as "investigações seguem avançadas e os sendo inquéritos concluídos". 

Atendimento 

Em Rondonópolis, as vítimas de abuso são encaminhadas à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. No mesmo prédio, funcionam também os órgãos de Proteção à Crianças e Adolescente e de Proteção ao Idoso. 

Claudinei Lopes defende que há no município estrutura para atender, não apenas do ponto de vista criminal, aquém hoje é vítima. O foco no aspecto emocional de quem sofre o abuso e o fim da "culpabilização", fator relacionado à exposição e abordagem que coloca em dúvida a veracidade do denunciante, vem sendo trabalhados nos corredores das instituições de defesa do município. "É importante que as vítimas maiores de idade representem contra os autores. Sem isso, infelizmente não podemos dar sequência às investigações. Existe um prazo de seis meses para quem sofre o abuso procurar a delegacia e representar. Infelizmente, por diversos motivos, existem aquelas que não comparecem", destaca.

Serviço 

Quem deseja fazer uma denúncia ou obter maiores informações deve entrar em contato com a PJC no disque denúncia pelo número 197. O telefone da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher é (66) 3423-1754.