operação "Pé de Cabra"

Ação integrada contra receptação de celulares resulta na apreensão de carros de luxo e eletrônicos

40 mandados de busca e apreensão e sequestro de veículos, foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande

por GazetaMT

29 de Abril de 2016, 07h24

Ação integrada contra receptação de celulares resulta na apreensão de carros de luxo e eletrônicos
Ação integrada contra receptação de celulares resulta na apreensão de carros de luxo e eletrônicos

O furto de uma carga de Iphones na cidade de Ji-Paraná (RO) foi o ponto de partida para a expedição de 40 mandados de busca e apreensão e sequestro de veículos, cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande, na operação "Pé de Cabra", deflagrada na manhã desta quinta-feira (28.04), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), da Polícia Judiciária Civil, em conjunto com a 1ª Delegacia de Polícia de Ji-Paraná, da Polícia Civil do Estado de Rondônia.

As ordens judiciais foram cumpridas por policiais civis da Derf Cuiabá e de Ji-Paraná (RO), em lojas de revendas de celulares, bancas do Shopping Popular e residências, locais onde foram apreendidos dois veículos BMW, um Siena, Ágile, Honda Civic, dezenas celulares, entre eles Iphones do lote roubado em Rondônia, aparelhos eletroeletrônicos como notebook's, tablets, monitores, joias e outros.

Somente em uma banca no Shopping Popular, na capital, os policiais apreenderam dezenas de Iphones e notebooks da Apple. Os produtos serão checados e podem pertencem à carga de R$ 200 mil em aparelhos, que foi subtraída no dia 8 de março deste ano, em Jí-Paraná (RO), e escoada para Mato Grosso, vindo a parar nas mãos de receptadores.

Para a operação, a Justiça de Rondônia não decretou prisões, somente as buscas e apreensão e sequestro. No entanto, mais de 30 pessoas foram conduzidas para esclarecimentos na Delegacia. "Trata-se de integrantes de uma organização criminosa que se dedica a receptação de cargas de aparelhos celulares, atuam na receptação qualificada", destacou a delegada da Derf, Elaine Fernandes da Silva.

Dois empresários, donos de lojas do Shopping Popular foram autuados em flagrante por receptação qualificada. Um deles, segundo a Polícia Civil, ostentava padrão de vida incompatível com seu negócio.

Nos levantamentos, os policiais identificaram que ele possuía uma BMW branca, Jet-Ski e lanchas, mas somente o automóvel importado foi apreendido. Trata-se de Junior Durão, irmão de Benedito Max Garcia, ambos presos em 2015. O primeiro, Junior Durão, foi preso com uma carga de pneus furtados e o segundo, Benedito Max, na operação Android 2, contra receptadores.

O outro proprietário de BMW, Bruno Macedo Amorim, alegou que seria fornecedor  e tem renda de R$ 5 mil. Ele foi preso em 2015, com uma carga de 250 celulares roubados da Samsung e ostentava o carrão de luxo advindo do crime. Ele também foi reconhecido pelo roubo de uma carga de eletrônicos avaliada em R$ 170 mil das Casas Bahia, no dia 14 de março. "Essas pessoas são figurinhas carimbadas da Polícia, daqui da Derf", disse a delegada Elaine Fernandes.  

Para o delegado da Polícia Civil de Rondônia, Luiz Carlos Hora, os criminosos têm 'modus operandis' sofisticados, vez que faziam levantamentos prévios antes das ações criminosas e usavam um com pé de cabra alguns estabelecimentos, daí o nome da operação. "Rastejavam para entrar e não acionar o sensor de movimento e depois desligavam os alarmes e arrombavam o cofre. Estamos falando de uma quadrilha muito bem articulada e que agora começou a ser desmantelada", detalhou.

O delegado da 1º DP de Jí-Paraná também acrescentou o comprometimento da estrutura da Derf de Cuiabá  e o trabalho integrado. "Realizou a maior parte dos levantamentos com  seriedade e competência", finalizou.