ALECY ALVES
Influenciar positivamente
29 de Abril de 2020, 07h16
Ao contrário das críticas que tenho visto, devemos, sim, mostrar que estamos praticando atos de solidariedade, fazendo uma campanha de arrecadação de alimentos, doando materiais de higiene, preparando refeições para os sem-teto. A mídia também deve dar o máximo de publicidade às boas ações.
Penso que sempre estivemos e continuamos em desvantagem em relação às más influências oriundas dos mais diversos segmentos. Das organizações criminosas, da política partidária, das gestões públicas, dos líderes que deveriam aproveitar os momentos de ascensão para propagar os avanços e não para incitar o retrocesso.
Portanto, ao praticarmos o bem ou divulgarmos a iniciativa de alguém, grupo, empresa ou organização social, estamos cumprindo com uma obrigação da cidadania e mostrando que somos capazes de nos indignar e nos compadecer com o sofrimento do outro.
E, principalmente, de influenciar positivamente.
Quando reclamamos que as organizações criminosas, do tráfico de droga, por exemplo, está cooptando jovens e adolescentes, especialmente aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade social, estamos tratando de influência, má influência.
Nesse caso, da ideia de mudança de vida e da falsa chance de enriquecimento fácil.
Por isso e por muito mais é que devemos inundar os perfis do facebook, grupos de whatsapp, instagram, sites, jornais, emissoras de rádio e tevê com notícias de boas ações.
Quem sabe assim há cada dia estaremos influenciando mais pessoas e ocupando com coisas boas o tempo daqueles que assumem outra identidade, a da futilidade, para comentar postagens em site e redes sociais.
Não entendo o sentido do comportamento desses que estão em isolamento social, parados no tempo e cheios de maldade, de veneno para destilar anonimamente naqueles que estão nas ruas praticando o bem ao próximo.
Se nem as boas atitudes são capazes de movê-los desse comodismo, melhor seria não opinar. O silêncio é a melhor escolha quando a opinião não acrescenta à vida do outro.
De destruição o mundo já estava cheio e agora ainda temos o novo coronavírus, a Covid-19, para nos deixar em pânico. Agora, sim, é que precisamos de boas influências.
Alecy Alves é jornalista e assistente social.