Eleição Indireta
Presidente do PMDB diz que apóia coalizão nas indiretas, mas apresenta condições para firmar acordo
Convidada para ser vice de Ananias, a professora Paula cobra autonomia e garantia de que acordo não envolve eleições de outubro
29 de Maio de 2012, 05h26
A presidente do diretório municipal do PMDB, Maria Paulina Bordegatto, a professora Paula, apontou hoje algumas condições que deveriam ser seguidas para viabilizar um acordo entre o PR e o PMDB na eleições indiretas do dia 13 de junho. Ela, que era uma das líderes do movimento pró-candidatura própria a prefeito, foi uma das convidadas nesta segunda feira (28) a assumir o posto de vice na chapa encabeçada pelo prefeito interino Ananias Filho. O outro convite foi feito a Valéria Bevilacqua, esposa do vereador Manoel da Silva Neto - que também defendia a candidatura própria.
Na opinião da professora Paula, independente do nome escolhido é importante que o acordo leve em conta questões consideradas fundamentais. A primeira é deixar claro que a coalizão para as indiretas não terá relação alguma com o pleito de outubro. Segundo ela, a militância teme que a aproximação nesse momento se 'cristalize' e imobilize o PMDB na disputa pelo mandato que começará em janeiro do ano que vem.
"É preciso ficar claro que a aliança proposta agora refere-se apenas aos seis meses do mandato-tampão e que este é um assunto que deve ser resolvido internamente pelo PR e pelo PMDB. Já para a eleição de outubro vale os entendimentos que estão sendo feitos através o Fórum Suprapartidário, onde todos os partidos tem igual peso e importância", explicou Paula.
Outro ponto destacado por ela é a necessidade de garantir autonomia de atuação para quem estiver na vice-prefeitura. "A idéia é definir funções claras e dar condições de trabalho para que a vice não se torne algo meramente figurativo na Prefeitura", defende.
Militância
A presidente do PMDB disse que, como Valéria Bevilacqua, ainda estuda o convite feito para ser vice de Ananias. Ela considera que a esposa do vereador Manoel de Oliveira tem melhores condições de assumir a função, por já ter experiência anterior na Prefeitura e também pelo trânsito junto a classe política.
"A Valéria também tem uma excelente relação com os filiados do partido, disposição para trabalhar e certamente contribuirá muito neste mandato-tampão. Porém, mais importante que o nome é garantir o respaldo ao indicado e também envolver a militância na discussão", destacou.
Para Paula, é importante que os filiados compreendam bem o momento e percebam que um eventual acordo visando a coalizão nas indiretas não representará um recuo do PMDB. "Não nos interessa um embate que, no plano externo, comprometa a governabilidade e, internamente, fragilize o partido. Com tranqüilidade, transparência e responsabilidade poderemos encontrar uma saída que seja positiva para todos", antecipou.