EFEITO DA GREVE

Hospital Regional de Rondonópolis diz que situação é “preocupante"

Estado decretou situação de emergência e criou Comitê de Crise para garantir continuidade dos serviços à população

por Robson Morais

29 de Maio de 2018, 09h29

Hospital Regional de Rondonópolis diz que situação é “preocupante"
Hospital Regional de Rondonópolis diz que situação é “preocupante"

Em nota, o Hospital Regional de Rondonópolis, administrado pelo Instituo Gerir, relatou que a situação da unidade Saúde com relação ao abastecimento de materiais e medicamentos é "preocupante". Em todo o Estado, hospitais sentiram os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, que chega nesta terça-feira ao seu nono dia.

"A diretoria do Hospital Regional Irmã Elza Giovanella informa que a situação é preocupante, principalmente com relação ao abastecimento de materiais e medicamentos. No entanto, após a publicação do decreto de situação de emergência feita pelo Governo do Estado e criação do Comitê de Gestão de Crise do Governo, o Hospital tem apoio logístico para que os insumos sejam entregues", disse em hospital em resposta à série de questionamentos enviados pela reportagem.

Mesmo em dificuldade, o Hospital Regional de Rondonópolis, que recebe pacientes de toda a região Sul do Estado, não interrompeu os serviços.

O Decreto

No último dia 26, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques -PSDB, decidiu decretar situação de emergência no estado devido à paralisação. Àquela altura, o impacto desabastecimento já era sentido. O Decreto prevê ações para evitar situações que possam comprometer a oferta da prestação de serviços considerados essenciais à população, como nas áreas de saúde e segurança pública. Está prevista, por exemplo, a realocação de recursos públicos.

O Decreto autoriza, ainda, a utilização das forças de segurança do Estado, em cooperação com as Forças Armadas e Polícia Rodoviária Federal -PRF, para a escolta de veículos transportadores de combustíveis, gás e outros produtos e gêneros de primeira necessidade.

Comitê de Crise

Também foi criado pelo Governo do Estado o Comitê de Gestão de Crise, chefiado pelo próprio governador. Caberá a esse Comitê 'propor e adotar todas as medidas preventivas ou reparadoras, administrativas e judiciais, visando à manutenção dos serviços públicos essenciais à população do Estado de Mato Grosso'.

Também compete ao Comitê monitorar o abastecimento de bens, produtos e gêneros de primeira necessidade, além da operação de serviços essenciais e propor, se for o caso, a decretação de estado de calamidade pública ou a revogação do estado de emergência.

Fazem parte do Comitê de Gestão de Crise os secretários da Casa Civil, do Gabinete de Governo, da Casa Militar, da Procuradoria-Geral do Estado, de Segurança Pública, de Fazenda, de Justiça e Direitos Humanos, de Comunicação, de Saúde, de Gestão, de Desenvolvimento Econômico e o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil.