PREÇOS ABUSIVOS

Procon informa que manterá trabalho de fiscalização em Rondonópolis

Órgão reconheceu em nota enviada o tempo até a normalização nos mais diversos segmentos do mercado. Entre os alvos estão os postos

por Robson Morais

29 de Maio de 2018, 13h46

Procon informa que manterá trabalho de fiscalização em Rondonópolis
Procon informa que manterá trabalho de fiscalização em Rondonópolis

O Procon de Rondonópolis informou hoje, 29, que manterá a fiscalização nos estabelecimentos comerciais da cidade mesmo em caso de fim da paralisação dos caminhoneiros, em seu nono dia de manifestação. O órgão reconheceu em nota enviada o tempo até a normalização nos mais diversos segmentos do mercado. Entre os principais alvos estão os postos de gasolina.

Na semana passada, a pedido da reportagem, o órgão municipal comunicou o início da operação e relatou, entre os dias 25 e 26, o aumento de R$0,30 nos valores costumeiramente praticados para a venda dos combustíveis em um posto de combustíveis do município. Outra prática infrativa constatada, desta vez na maioria dos postos visitados, segundo o órgão,  foi a ausência da tabela obrigatória com os preços dos combustíveis exposta em local de boa visibilidade ao público. Hoje, dois postos foram flagrados cometendo essa irregularidade. "Vale lembrar que não basta o preço estar apenas na bomba, mas tem que, necessariamente, estar bem visível em um painel ou placa", frisa o órgão.

Denúncias

A força-tarefa organizada partiu justamente de denúncias de consumidores. Por isso, o Procon alerta que o cidadão peça nota fiscal caso tenha abastecido sob um preço fora do padrão de mercado.  Há duas maneiras de denunciar as irregularidades, conforme a entidade fiscalizadora. Uma delas é, ao observar a infração, o cidadão ligar do próprio posto para o Procon.

Novas infrações

Entre as atuais irregularidades, ainda nos postos, o órgão detalha uma nova forma de infração: informações desencontradas entre os tipos de gasolina expostos nos painéis dos postos de combustível e seus respectivos preços e os vendidos nas bombas. A denúncia também foi feita por um consumidor.

Em demais estabelecimentos comerciais, o Procon segue fiscalizando a possível cobrança abusiva de preço, tanto em taxas de entrega quanto no valor cobrado pelo produto em si.

Os telefones para denúncia são 3411-5295, 3411-5297 e 9 9910-0647. Ao receber a ligação, o órgão envia, imediatamente, uma equipe para o local.

Outra forma de denunciar é presencialmente e, segundo a instituição de proteção ao consumidor, isso pode ser feito a qualquer tempo após o abastecimento do veículo. O motorista deve estar munido da  nota fiscal de pagamento e, ainda, xérox de RG, CPF e comprovante de residência e, lá, abrir a reclamação. Se constatada a cobrança de preço abusivo, o consumidor deve ser ressarcido em dobro pelo pagamento indevido.

O Procon está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 12h às 18 horas e localiza-se na Rua Rio Branco, Jardim Guanabara (abaixo do Fórum).

Prisões

Em Cuiabá e Várzea Grande, o Procon Estadual confirmou a alteração de preços em dois postos de gasolina. Os proprietários dos estabelecimentos foram levados para a delegacia do consumidor (Decon) e prestaram depoimento. Eles irão responder por crime contra a economia popular e foram liberados.