Transporte coletivo ainda não entrou na pauta de discusões dos candidatos a prefeito
29 de Junho de 2012, 06h11
Até agora os pré-candidatos ainda não tocaram em um ponto crucial para a população: o transporte público. É difícil explicar o silêncio, já que não faltam reclamações. As linhas não cobrem eficientemente toda a cidade; os ônibus costumeiramente ficam superlotados e os atrasos complicam a vida dos usuários.
Quem depende do transporte reclama com razão ao considerar que a tarifa é elevada se levarmos em conta a qualidade do serviço. Aliás, essa conclusão está por trás do sucesso do serviço de mototáxi e, principalmente, da explosão no número de motocicletas em Rondonópolis.
Ao fazer os cálculos o cidadão percebe que fica mais barato e cômodo investir na aquisição de um moto de baixa cilindrada, ao invés de continuar sofrendo nos coletivos que sacolejam pela cidade. Hoje Rondonópolis é, proporcionalmente, um dos municípios com maior comercialização de motocicletas. É também um dos campeões em acidentes com esse tipo de veículo.
Quem tem memória sabe que as relações da classe política com o grupo que detém o monopólio do transporte coletivo não são exatamente transparentes. Aliás já tivemos até um prefeito cassado sob a acusação de receber propinas do grupo.
O Buxixo prefere não fazer ilações e nem generalizações. Mas seria muito bom que os (pré)candidatos incluíssem a questão do transporte coletivo no debate eleitoral. Assim poderíamos saber o que eles pensam e, claro, afastar as suspeitas de que a 'generosidade' alheia esteja por trás do silêncio dos nossos futuros vereadores e prefeito.