Iceberg: Queda de Dilma aponta tendência de descrédito contra toda classe política
29 de Junho de 2013, 13h32
Apesar do baque, não há como dizer que foi surpresa a queda da popularidade de Dilma Rousseff e seu governo. Quem acompanha a política mais de perto já havia notado a inexistência de base real para explicar os bons índices anteriores. A popularidade era, basicamente, resultado da falta de opositores e da sonolência dos brasileiros - que pareciam anestesiados diante do caos político-partidário.
Dilma ainda não tem opositores de verdade. Mas o povo acordou e percebeu que o Brasil em que estávamos vivendo não era o mesmo que ela havia prometido na campanha. Se não mudar, cairá mais ainda.
Mas ilude-se quem pensar que a gerentona do PT foi a única atingida pela onda de ativismo que varre o país.
Nem é preciso pesquisa para perceber que todos os políticos, em maior ou menor grau, tornaram-se alvos da insatisfação popular. O povo quer mais de todos eles e quem não entender isso pode esquecer os projetos de reeleição no ano que vem.
A não ser que ocorram mudanças reais, tudo indica que teremos em 2014 cara nova na Presidência da República e, claro, a maior renovação já vista nas assembleias, governos estaduais e no Congresso Nacional.
Que bom !