Personalismo de Roberto Freire continua limitando crescimento do PPS no país
29 de Junho de 2013, 13h06
Lamentável o papel desempenhado nos últimos dias pelo presidente nacional do PPS, o ex-senador Roberto Freire. Em sua cruzada pessoal contra o PT e o ex-presidente Lula, Freire continua arrastando a legenda (teoricamente socialista) para os braços dos conservadores (outrora definidos como 'Direita). Fará, mais uma vez, que o partido perca uma ótima oportunidade de crescer através da identificação com os interesses legítimos da população.
Nesta semana Freire chegou a emprestar o nome do partido a um documento elaborado pelo PSDB e pelo Democratas acusando a proposta de plebiscito como um 'ato golpista'. A proposta, que segundo o Datafolha tem 68% de aprovação dos brasileiros, pode ser considerada tudo... menos um golpe.
Não é preciso ter mais que três neurônios para saber que não há ato mais democrático que um Plebiscito. O que nos leva a crer que a atitude de Freire não tem a ver com ignorância. Parece motivada por interesses menores, mesquinhos.
Não fosse o personalismo de seu presidente, o PPS poderia estar no momento capitaneando um movimento das forças democráticas realmente interessadas em melhorar o País. Movimento esse que, evidentemente, não suportaria a participação de quem levou o Brasil a este cenário de corrupção - incluindo aí o PSDB (que até hoje não explicou onde foi parar o dinheiro da 'privataria') e, claro, o Democratas (filhote do PFL, do PDS e da Arena dos ditadores - estes, sim, golpistas).
Alguém precisa avisar ao Roberto Freire (e aos políticos em geral) que o povo não foi as ruas para pedir a volta dos opressores do passado. Os brasileiros querem avançar para um país melhor, mais democrático e transparente.
É difícil entender isso?