ACABA EM PIZZA?
Vai dar samba o caso do carnaval
Contradições nas informações de secretários e organizadores geram mais dúvidas
29 de Junho de 2017, 09h27
O presidente da Câmara de vereadores, Rodrigo da Zaeli (PSD), afirmou durante a sessão desta quarta-feira, 28, que o caso do carnaval 2017 não está nem perto de ser encerrado. A Casa de Leis continua se movimentando para que tudo seja esclarecido e, para isso, está terminando um relatório com todas as informações a respeito do evento, que começou a ser organizado e fechar contratos ainda em novembro de 2016.
"Tem muita gente ainda sem receber pelos serviços prestados durante a festa do Rondonfolia e tem também informações desencontradas, como os contratos firmados ainda no ano passado, as publicações no Diário Oficial do Município que aconteceram depois de já escolhidas as empresas, os valores que não batem com o que realmente foi pago e, o mais grave, muitas dívidas para serem quitadas", disse Zaeli.
Como o caso do Rondonfolia ainda não foi encerrado, a Câmara de Vereadores, após ouvir os organizadores e todos os envolvidos na festa, está terminando um relatório, baseado nas informações coletadas e de todo o material jornalístico e publicitário publicado nos veículos de comunicação da cidade antes do carnaval, além das publicações oficiais feitas pela Prefeitura a respeito do Rondonfolia.
"Este relatório está quase pronto e a transcrição de todo o material de mídia também fará parte dos documentos que deverão ser entregues ao Ministério Público Estadual para que seja investigada a possibilidade de irregularidades em qualquer procedimento pré e pós o Rondonfolia", reforçou Rodrigo da Zaeli.
As informações desencontradas e as ações de tentativa de provar que o Carnaval foi terceirizado não convenceram a maioria dos vereadores, que cogitaram, inclusive a abertura de uma CEI - Comissão Especial de Investigação, para apurar os fatos. A confusão está em torno dos contratos, das publicações oficiais que contradizem as notícias e o mistério a respeito do pagamento de alguns prestadores de serviços e outros que ainda estão esperando a quitação dos contratos, como as bandas da cidade.