ATO NACIONAL
Agências bancárias de Rondonópolis terão expediente normal durante protestos contra as Reformas
Ato está marcado para ocorrer a partir das 8h na Praça Brasil. Movimentos sociais e sindicatos confirmaram presença
29 de Junho de 2017, 10h17
Apesar da adesão do Sindicato dos Bancários do Estado ao ato de paralisação nacional contra as Reformas Trabalhista e da Previdência marcado para amanhã, dia 30, as agências de Rondonópolis funcionarão normalmente, tanto nos banco privados quando nos públicos. A decisão foi tomada em Assembleia, como rito de praxe em todo o Brasil, que desmembrou e deu autonomia às entidades para a condução do manifesto. Um ato está marcado para ocorrer a partir das 8h na Praça Brasil.
A informação foi confirmada ao GazetaMT, por Almir Araújo, membro da coordenação do Fórum Popular -entidade de integra movimentos sindicais-
e do Sindicato dos Bancários do município. "Tivemos nossa Assembleia, explicamos a importância das lutas contra as Reformas do Governo, mas, infelizmente, ficou decidido assim. Cada movimento faz como quer. O Sindicato estará presente no protesto, junto com outras categorias, mas o expediente nas agências seguirá como o de costume", disse.
No ato da Praça deverão estar presentes, além do Sindicato dos Bancários, entidades de representação aos servidores públicos, profissionais de educação, federais, movimentos de classe, movimentos dos sem-terra e militâncias políticas dos partidos que fazem oposição.
No dia 28 de abril, Rondonópolis e todo o Brasil aderiram à primeira grande manifestação. O movimento grevista organizado contra as Reformas propostas pelo atual governo de Michel Teme -PMDB, ganhou as ruas. Entidades sindicais, partidos políticos de oposição, movimento estudantil e sociedade organizada caminharam pela região central rumo à Praça Brasil, ponto principal do protesto. O ato foi marcado pela simbólica queima do boneco em representação ao presidente da República.
O ato foi o maior já registrado. O número oficial de participantes não foi divulgado. A estimativa é de mais de 2 mil pessoas. Sob os gritos de "golpista", um boneco com o rosto de Temer foi queimado no centro da praça.
Reforma Trabalhista
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou hoje (28), por 16 votos a favor, 9 contrários e 1 abstenção, o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista. Os senadores também rejeitaram todas as sugestões de emendas que foram destacadas para serem analisadas separadamente.
Sob protestos da oposição, a comissão aprovou o regime de urgência para o projeto ir para plenário. Para garantir a aprovação, o presidente Michel Temer encaminhou aos senadores uma carta na qual reafirmou seu compromisso de vetar seis pontos acordados previamente por Jucá com os senadores da base aliada. A regulamentação desses pontos será feita posteriormente por meio de medida provisória.
Se os senadores aprovarem emendas ao texto da reforma, ela precisará retornar para última análise da Câmara, que poderão manter o projeto conforme enviado pelo Senado ou retomar integral ou parcialmente a proposta dos deputados. Para evitar esse processo, que postergaria a reforma, o governo busca o acordo para que a matéria seja aprovada sem alterações.