Factóides: Governistas maximizam efeito de renúncias entre candidatos oposicionistas
29 de Julho de 2014, 23h05
Os candidatos situacionistas tem se apressado em dizer que as renúncias verificadas na coligação de Pedro Taques (PDT) seriam um presságio da derrota do bloco de oposição. Exagero.
A verdade é que, à exceção do senador Jaime Campos (Dem), as demais defecções foram quase irrelevantes. Há inclusive a suspeita de que tenham sido motivadas por questões relacionadas a dinheiro e poder.
Seja como for, o impacto dos acontecimentos nesta fase inicial da campanha atinge principalmente aqueles 20% dos eleitores que costumam acompanhar a disputa eleitoral com mais atenção. E, mesmo entre estes, Taques ainda lidera com boa margem.
A decisão da eleição dependerá mesmo dos 80% dos eleitores que permanecem alheios à movimentação eleitoral. Muitos deles sequer sabem quem são os candidatos e só vão se decidir nas semanas que antecedem a eleição - provavelmente sob forte influência da propaganda eleitoral e dos debates programados por entidades e órgãos de comunicação.
Ainda há muita água para rolar sob essas pontes...