INCLUSÃO

MT vai instituir política de qualificação para mulheres vítimas de violência

De autoria do deputado Eduardo Botelho (PSB), o projeto foi aprovado na primeira quinzena de julho

por GazetaMT

29 de Julho de 2017, 07h00

MT vai instituir política de qualificação para mulheres vítimas de violência
MT vai instituir política de qualificação para mulheres vítimas de violência

O Governo do Estado deverá sancionar nos próximos dias a lei que institui a Política Estadual de Qualificação Técnica e Profissional às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. De autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), o projeto foi aprovado na primeira quinzena de julho e aguarda a sanção do governador Pedro Taques (PSDB) para entrar em vigor.

Objetivo é dar condições para exercer efetivamente os direitos e garantias fundamentais, promovendo a capacitação técnica das mulheres que precisam de apoio para retomar a vida e cuidar dos filhos, tendo acesso a cursos profissionalizantes gratuitos. A intenção também é a de estimular as vítimas a denunciar seus agressores, tendo a certeza de que serão amparadas até o devido restabelecimento dos aspectos pessoal, social e profissional.

Prevê também a realização de campanhas de divulgação para o encorajamento dessas vítimas, bem como a firmação de convênios com as instituições parceiras do programa. Dentre as questões, elas irão auxiliar no desenvolvimento de pesquisas, estatísticas e diagnósticos que auxiliem na escolha dos cursos a serem ofertados e, em especial, com as instituições de ensino do setor privado para viabilizar a execução de diferentes cursos profissionalizantes.

"Com esta lei queremos proporcionar condições para que essas mulheres tenham a oportunidade para se reintegrarem na sociedade com autonomia, proporcionando ações à recuperação psicológica e qualificação profissional. Além disso, será mais uma importante ferramenta no combate à violência doméstica", destaca o presidente Botelho.

Considera que a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) representa um avanço substancial quanto à intolerância à violência contra a mulher, o que provocou o aumento do número de denúncias. Contudo, chama a atenção de que mesmo com as medidas assistenciais, como a possibilidade de prisão do agressor e de penas mais rigorosas estabelecidas, ainda é visível o número de agressores que não são denunciados, "na maioria das vezes em razão da dependência econômica e emocional da vítima com o agressor", questiona o presidente.