CIRCULA MT

Músicos apostam no poder transformador da arte e levam oficina para centros socioeducativos

Crianças e adolescentes têm sido contempladas com oficinas de música, seja em escolas, seja nos centros de ressocialização

por Redação com assessoria

29 de Julho de 2018, 07h10

Músicos apostam no poder transformador da arte e levam oficina para centros socioeducativos
Músicos apostam no poder transformador da arte e levam oficina para centros socioeducativos

A música a serviço da cidadania. Conscientes do potencial transformador da arte, os músicos da Salomanos vêm circulando pelo Estado para divulgar seu trabalho e em todas cidades por onde passam, realizam oficinas gratuitas para público especial.

Foi assim em Cuiabá (MT) e Cáceres (MT), onde estiveram nos centros socioeducativos de Cuiabá e Cáceres, em uma escola de música em Primavera do Leste (MT) e ainda, na escola pública Maria Helena, em Poconé (MT).

"Essa experiência agrega muito valor à nossa trajetória. Poder falar sobre o nosso trabalho, contextualizar com a história do rap e despertar um lampejo - que seja - de senso crítico e respeito à arte em crianças e adolescentes faz tudo valer à pena". Circulando pelo Estado com recursos do edital Circula MT, além da oficina, realizaram shows pela turnê O Caminho em Primavera do Leste, Poconé e Cáceres.

Com raro acesso a atividades artísticas, os jovens do centros educativos, a exemplo, vivenciaram um dia diferente com a chegada dos músicos P. Brother (vocal), Fabrício Pimenta (guitarra), Igor Carvalho (contrabaixo elétrico) e Vinícius Barros (bateria). Além da oficina, assistiram a um pocket-show idealizado especialmente para eles.

De acordo com o vocalista, P. Brother, para dar início à oficina, eles apresentaram aos participantes a origem do rap e seus pioneiros, bem como, discorreram sobre cada um dos elementos do movimento hip hop: break, grafite, DJ e MC.

Depois, os adolescentes se lançaram à produção de rimas. "Foi muito produtivo pois, inclusive, muitos deles já tinham uma ligação com o hip hop dada a origem de muitos deles, a periferia. A nossa música é facilmente absorvida por conta da visão de mundo que eles têm de mundo", avalia.

Segundo o músico, ao final da oficina, compuseram juntos uma música. "Ali a gente já reconheceu de pronto gente com muito potencial, especialmente, MCs que mandaram ver no freestyle", conta. E a letra, segundo ele, teve muita sinergia com as produções da Salomanos. As canções do grupo retratam o cenário e os conflitos da periferia e incorporadas à sonoridade urbana, configuram-se como hinos de positividade e autoestima.

"E vale ressaltar, a arte musical pode ser ferramenta de inclusão social e a profissão de músico, gerar renda. Pode ser uma alternativa para o futuro", declara P. Brother. A semente está lançada.