Omissão de deputados mato-grossenses ajudou na absolvição de Donadon
29 de Agosto de 2013, 18h33
A ausência em plenário de metade dos deputados da bancada mato-grossense teve peso na rejeição da cassação do mandato do deputado Natan Donadon, condenado a 13 anos por peculato e formação de quadrilha.
A votação foi secreta e a Câmara rejeitou a cassação do mandato de Donadon, mesmo com a maioria dos presentes em plenário tendo votado pela cassação. Dos 513 deputados da Câmara, 405 votaram e 108 não compareceram. Dos que estavam lá, 233 deputados votaram pela cassação, número insuficiente para a perda do mandato - o regimento interno exige ao menos 257 votos. 131 deputados votaram contra e houve 41 abstenções.
Carlos Bezerra (PMDB), Eliene Lima (PSD), Homero Pereira (PSD) e Pedro Henry (PP) se abstiveram de votar e, sozinhos, não poderiam mudar o resultado da votação, já que faltaram 24 votos para o mínimo exigido para que o deputado rondoniense que cumpre pena no presídio da Papuda. Mas, pegou mal.
Não se sabe qual foi a escolha dos demais membros da bancada mato-grossense que efetivamente participaram da votação, mas a omissão dos nossos parlamentares dá a impressão que reinou um espírito de tipo "poderia ter sido comigo". E a 'solidariedade' prevaleceu, denotando uma clara tolerância com práticas ilícitas por parte de nossos representantes.
A pergunta que fica é a seguinte: não viram os nobilíssimos deputados os protestos que varreram as ruas desse País exigindo uma postura mais digna da classe política brasileira? Ou, pior, o desejo popular manifesto por milhões não significa nada para esses senhores.
Triste.