alívio
Por 6 votos a 3, vereadores de Guiratinga arquivam CPI contra prefeito
O Relatório da CPI que pedia a cassação do prefeito foi votada em Sessão Extraordinária convocada exclusivamente para essa finalidade
29 de Agosto de 2014, 08h34
Por maioria absoluta dos votos, os vereadores do município de Guiratinga decidiram arquivar a denúncia e encerrar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) montada para investigar supostas irregularidades cometidas pelo prefeito Hélio Goulart (DEM) na aquisição de uma cascalheira, que, de acordo com a denúncia, teria sido usada pelo prefeito em benefício pessoal. O Relatório da CPI que pedia a cassação do prefeito foi votada em Sessão Extraordinária convocada exclusivamente para essa finalidade na tarde dessa quinta-feira, 28.
No relatório final da CPI, o vereador José Serafim (PR) concluiu pelo arquivamento da CPI, no que foi acompanhado pela maioria de seus pares.
Entre as inúmeras irregularidades na constituição e na condução dos trabalhos da CPI apontadas pela defesa do prefeito, o que gera a nulidade da mesma, está a inexistência de causa de pedir, a situação dúbia apresentada com a aprovação de uma CPI e a instalação de uma CP (Comissão Processante), que possuem funções distintas, a indiscutível falta de provas na inicial do procedimento, a suspeição ta do vereador Francelino Filho (PP), irmão do vice-prefeito Nilson Duarte (PR), que vinha participando de todos os atos da CPI/CP e que cehgou a reconhecer a sua própria situação de impedimento e a suspeição dos outros dois vereadores.
Votaram pelo arquivamento da CPI/CP o relator José Serafim, Ozeas Pondé Dias (DEM), Dona Nininha (DEM, que fora convocada para votar com o impedimento do vereador Francelino), Marcelo Neves (PT), Fabiana Rocha (DEM) e o presidente Adão Camargo (PT). Os vereadores Luiz Mário (DEM), Adjaine Borges (PMDB) e Marcilio Porto (PMDB) votaram pela cassação do prefeito.
"Vamos ver se a partir de agora, algumas pessoas colocam em suas cabeças que o município precisa avançar, mesmo em momentos de dificuldades. O interesse pessoal de alguns políticos não pode ser colocado na frente dos interesses de toda a comunidade. Ao político eleito é dada a possibilidade do dialogo como ponto de partida para as soluções da comunidade. O mundo de hoje não comporta mais radicalismos e isso vale para todos os envolvidos numa questão tão delicada e preocupante como essa da história da CPI", disse o advogado do município, Rogério Arcoverde.
Com informações da Assessoria