REAJUSTE
Preço do gás de cozinha deverá subir já em setembro, aponta entidade
29 de Agosto de 2016, 07h14
De acordo com a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), a majoração prevista para todo o país está na média de 10% e antecipa o reajuste de acordos coletivos de trabalho que anualmente ocorrem nesse mês, além de ajustes nos custos operacionais.
A entidade deixa o alerta para a elevação dos custos de operação das revendas, que além de adquirir o insumo mais caro terão, também, que reajustar salários dos funcionários.
Em Mato Grosso, o preço médio atual do botijão de gás de cozinha (13 kg) é de R$ 71,32, mas varia até 54,71% em todo o território estadual.
Em algumas localidades, o insumo pode ser adquirido por R$ 53, enquanto em outras chega a custar R$ 82, numa diferença de R$ 29 por botijão, segundo levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Cuiabá é o município onde o preço apresenta a maior variação, chegando a 26,98%, ao oscilar do mínimo de R$ 63 ao máximo de R$ 80. Ainda na capital, o preço médio do botijão de gás (13 kg) em agosto alcança R$ 70,64, média superior àquela registrada pela ANP em Cáceres (R$ 61,03) e inferior às médias de Várzea Grande (R$ 71,38), Alta Floresta (R$ 74,17), Sinop (R$ 73,69) e Sorriso (R$ 79,29).
Rondonópolis apresenta patamar equivalente, com média de R$ 70,58 em agosto. Além disso, o preço médio vigente em Mato Grosso ainda aparece como maior do país e é 16,91% superior à média verificada em agosto de 2015, quando custava R$ 61. De lá para cá, o valor do produto subiu R$ 10,32.
Outro lado
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás) informou, por meio de nota, que os preços do Gás LP são livres em todos os elos da cadeia.
"Não há tabelamento e, por isso, os preços sofrem variações para cima e para baixo de maneira não-uniforme. No mês de setembro, há uma pressão natural sobre os preços em função da data-base da categoria. Os custos totais são impactados nessa época também pela folha de pagamento, que corresponde de 30% a 40% do custo total do produto", diz o texto.
Com informações Gazeta Digital