SEM ACORDO
Fenaban mantém 7%, sobe abono e propõe acordo de dois anos. Comando rejeita proposta
Comando orienta realização de assembleias na segunda (3)
29 de Setembro de 2016, 07h20
Na décima rodada de negociação da Campanha 2016, realizada com o Comando Nacional dos Bancários nesta quarta-feira 28 em São Paulo, durante o 23º dia da greve, a Fenaban propôs um acordo para dois anos, com reajuste de 7% e abono de R$ 3.500 em 2016 e inflação mais 0,5% de aumento de real em 2017. Os vales e auxílios seriam corrigidos pelos mesmos índices.
O Comando Nacional, integrado pela Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), rejeitou a proposta na própria mesa de negociação e orienta os sindicatos a realizarem assembleias na segunda-feira 3 de outubro.
"Essa proposta é um desrespeito aos bancários. Além de reajuste abaixo da inflação, o que significa perda este ano de 2,62%, mesmo com o 0,5% de aumento real em 2017 entraríamos em 2018 com uma perda de 2,12%, mais a inflação", critica José Avelino, presidente da Fetec-CUT/CN e integrante do Comando Nacional dos Bancários.
"Vamos aumentar a greve em todo o país, que é a única linguagem que os banqueiros entendem, para conquistar aumento real de salário e as reivindicações por emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades", acrescenta Avelino.
A décima rodada de negociação com os banqueiros ocorreu no 23º dia greve nacional dos bancários, que continua forte em todo o país, fechando 1.902 agências nas 12 bases territoriais dos sindicatos filiados à Fetec-CUT/CN. Desde o primeiro dia da greve, em 6 de outubro, o índice de adesão cresceu 125% nas bases da Federação.
com informações Federação dos Bancários do Centro Norte