Confusão em Cuiabá coloca em risco projeto do 'Movimento Mato Grosso Muito Mais' para 2014
03 de Janeiro de 2013, 10h17
A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá incendeou a relação do deputado federal Valtenir Pereira (PSB) e o senador Pedro Taques (PDT). Os dois estão trocando farpas duríssimas pela imprensa e não há sinais de que a contenda será breve.
O motivo da discórdia foi o posicionamento dos vereadores Onofre Júnior e Faissal Calil, que acabaram determinando a vitória da chapa presidida por João Emanuel (PSD) na disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Municipal de Cuiabá - em detrimento do grupo apoiado por Mauro Mendes.
Os dois vereadores, ambos do PSB, são ligados a Valtenir e teriam definido o posicionamento seguindo orientação do deputado federal.
A situação reavivou feridas antigas. Taques diz que o deputado federal tem um histórico de traição e é visto com desconfiança até pelos colegas da bancada de Mato Grosso na Câmara Federal. Valtenir nega e acusa o senador de ser adepto do 'vale-tudo' na política.
Apesar da contenda aparentemente estar restrita à Cuiabá, a situação coloca em risco a unidade do 'Movimento Mato Grosso Muito Mais' e o projeto do grupo para 2014.
O pior é que o presidente do PPS, Percival Muniz, que até aqui funcionava como uma espécie de 'pacificador' - aparando arestas entre as lideranças - está envolvido na estruturação de sua gestão na Prefeitura de Rondonópolis e praticamente sem condições de 'apagar o fogo' que ameaça consumir o grupo.
O fato é que o 'Movimento Mato Grosso Muito Mais', uma das melhores notícias surgidas no meio político nos últimos tempos, enfrenta sua mais séria crise. E as perspectivas não são nada animadoras...