Boatos indicam que 'Golpe' de Collor contra Lula em 1989 pode ganhar versão local
03 de Outubro de 2012, 06h45
Hoje é o último dia da propaganda eleitoral dos candidatos majoritários no rádio e na TV e coluna foi informada que vem baixaria das grossas por aí. Várias pessoas mantiveram contato dando conta que uma das coligações estaria preparando um ataque grotesco contra um dos candidatos que disputa a Prefeitura. A tática, comum entre políticos cretinos, visa aproveitar a proximidade do pleito para enlamear o nome dos adversários de modo a não dar tempo à defesa dos atacados e, assim, tentar alterar o resultado da eleição.
Esse tipo de comportamento não é novo. Foi utilizado, por exemplo, na campanha presidencial de 1989 que tinha como concorrentes Fernando Collor de Mello e Luis Inácio Lula da Silva. Nas vésperas daquela eleição os adversários do petista, com o apoio de alguns órgãos de imprensa e de policiais, lançaram suspeitas de que Lula estaria envolvido no sequestro do empresário Abílio Diniz.
Na época os policiais que fizeram a prisão dos sequestradores chegaram a colocar camisetas com a propaganda de Lula em alguns dos presos como forma de incriminar o petista. Lula, que segundo as pesquisas tinha chance de vencer o pleito, não teve tempo para se defender e acabou perdendo. Dias depois as investigações comprovaram que Lula e o PT nada tinha a ver com o crime. Mas já era tarde e Collor acabou vencendo o pleito.
A coluna levantou que algo idêntico pode acontecer em Rondonópolis. Aqui o caso deve envolver um crime que teve grande repercussão e cuja investigação segue de forma ainda misteriosa.
Torcemos para que tudo não passe de boatos e a campanha possa terminar sem mais sujeira.
Porém, pelo sim e pelo não, vale ficar alerta para que não tenhamos o resultado do pleito manchado pela farsa e pela fraude.