Desabafo

Jailton critica secretários, mas nega 'racha' político em Rondonópolis

Vereador do PDT cobrou respeito à Câmara e disse que partidos do movimento 'Mato Grosso Muito Mais' não podem ser esquecidos.

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03 de Outubro de 2013, 11h00

Jailton critica secretários, mas nega 'racha' político em Rondonópolis
Jailton critica secretários, mas nega 'racha' político em Rondonópolis

O vereador Jailton do Pesque Pague (PDT) reclamou ontem (02) do tratamento que tem recebido de alguns secretários e disse que está faltando respeito do Executivo com a Câmara Municipal. Integrante da aliança que ajudou a eleger Percival Muniz (PPS), ele também cobrou mais diálogo interno sobre as ações políticas e administrativas no município.

"Não sou contra o Executivo. Gosto e admiro o prefeito Percival, mas alguns secretários não atendem nossos pedidos e chegam a atuar de forma desrespeitosa com a gente", disse ele, sem citar nomes. "Ao contrário dos secretários, fomos eleitos pelo povo e não indicados por alguém. Estou aqui para representar bem a população e, mesmo que tenha que ser excluído pelos secretários, não abrirei mão disso", completou.

O vereador citou como exemplos alguns fatos relacionados à obra da travessia urbana das BRs 163/264. Ele preside a comissão de acompanhamento criada pela Câmara e disse que há um mês tenta agendar uma reunião com o prefeito para discutir a execução do convênio. Conforme Jailton, muitas vezes os vereadores só conseguem informações através da imprensa.

"Nesta semana fiquei sabendo pelo jornal que iam liberar a passagem subterrânea, feita com recursos do convênio. Fui na Vila Mamed para conferir e encontrei um secretário que ainda perguntou o que eu estava fazendo lá. Isso é um desrespeito", reclamou.

Urgência
Outro ponto duramente criticado pelo pedetista foi o grande número de projetos enviados à Câmara com pedidos de urgência. Jailton disse que a situação impede uma análise mais aprofundada das matérias e tem gerado críticas por parte da população. A solução seria melhorar o planejamento dentro do próprio Executivo e ampliar o diálogo com a base de apoio e o conjunto de vereadores.

"O vereador não pode votar um projeto sem saber do que se trata, baseado apenas nas notícias que saem nos jornais. Fomos eleitos para tentar fazer algo diferente, para recuperar a credibilidade na política e deixar algum legado. Não podemos esquecer nosso compromisso", alerta.

Na entrevista ao GazetaMT, Jailton do Pesque Pague disse acreditar que é possível resolver os problemas e que a situação não comprometerá a unidade do grupo político que elegeu o prefeito Percival Muniz.

"Só precisamos conversar mais. Temos um grupo que lutou muito para eleger o prefeito e não pode ser esquecido. Precisamos resgatar e fortalecer o Mato Grosso Muito Mais", resumiu ele referindo-se aos partidos que lideraram a coligação vitoriosa nas eleições do ano passado.