Mais um moralista sem moral?
Deputado do MBL empregava jornalista acusado de estupro e assédio
03 de Outubro de 2019, 09h12
O deputado Ulysses Moraes, do Democracia Cristã, partido conservador que tem como lema o "compromisso com a família", emprega em seu gabinete o jornalista Leonardo Heitor Martins Araújo, 38 anos, acusado por pelo menos dez mulheres pelos crimes de importunação sexual, tentativa de estupro, estupro consumado e ameaça. O sujeito usava chips de telefone de outros estados para montar perfis falsos e assediar as mulheres, enviando fotos pornográficas e coisas semelhantes para suas vítimas, com o intuito de conseguir de suas vítimas alguma foto íntima, e depois usar essa foto para chantagear a mulher para obter sexo em troca de não divulgar a tal foto.
O tal jornalista já tinha cometido os mesmos crimes recentemente no estado do Espírito Santo, tendo sido inclusive indiciado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos. Agora, ele também será investigado pela Delegacia da Mulher de Cuiabá e provavelmente ficará um tempo sem cometer os crimes.
Mas o que intriga o Buxixo é como um profissional recém chegado no estado e com um currículo desses consegue um emprego de assessor parlamentar, quando há dezenas de bons profissionais locais à procura de uma oportunidade como essa e não conseguem, e o mais intrigante ainda é o fato de conseguir o tal emprego justamente com um parlamentar conservador, que em tese deveria abominar posturas como as do seu assessor. Qual seria o critério utilizado pelo deputado, que é do MBL e foi eleito graças às críticas que fazia aos demais políticos, para contratação de seus assessores?
A situação exige uma posição do deputado, ou será este mais um caso de moralista sem moral?