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Mário Sérgio assume presidência do PEN e revela mágoa com o PMDB

Ele disse que aceitou assumir comissão provisória do Partido Ecológico Nacional após decepção com práticas 'ultrapassadas' no PMDB

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03 de Novembro de 2013, 04h00

Mário Sérgio assume presidência do PEN e revela mágoa com o PMDB
Mário Sérgio assume presidência do PEN e revela mágoa com o PMDB

Mário Sérgio criticou centralismo e disse que busca nova prática política"O PMDB é um partido grande, mas não é um grande partido". Assim o mototaxista Mário Sérgio Gonçalves resumiu sua opinião sobre a legenda ao explicar os motivos que o levaram a trocar o maior partido do Brasil pelo nanico Partido Ecológico Nacional (PEN). Pioneiro na organização e presidente da Associação dos mototaxistas, ele foi candidato a vereador pelo PMDB no ano passado. Teve 874 votos, não chegou a ser diplomado e saiu do partido magoado. Quer agora viabilizar o novo partido e não fala, por enquanto, em planos eleitorais.

"A meta prioritária é instituir a diretoria provisória. Temos alguns pastores e muitos suplentes do PMDB conosco. Em breve faremos um evento para anunciar a formalização do PEN", diz ele, ressaltando que fez "mais de 80 filiações nos últimos dias".

Mário Sérgio afirmou que foi convidado pelos dirigentes estaduais do PEN para assumir a presidência da comissão provisória encarregada de fundar o partido em Rondonópolis. Argumenta que aceitou porque estava contrariado com o tratamento recebido no PMDB e viu na nova legenda a oportunidade de fazer política de 'uma forma diferente'.

"No PEN vamos valorizar os filiados e promover o debate político com a sociedade. Queremos também desenvolver muitas ações focadas na ecologia, no meio ambiente e na família", afirma.

Mário Sérgio disse que está preparando as primeiras reuniões para a formalização da comissão provisória e, assim que consolidar o partido na cidade, inciará uma atuação nos municípios vizinhos.

Mágoa
Ao mesmo tempo em que fala com entusiasmo sobre o novo partido, Mário Sérgio não poupa críticas à antiga legenda. Aponta contradições e diz que o PMDB tem se afastado das bases, tratando com descaso as lideranças locais.

"Não é porque eu saí de lá que vou dizer que o partido não presta. Mas ficou uma mágoa pela falta de valorização. Acho que eles deveriam ao menos ter agradecido os candidatos que disputaram as eleições no ano passado. Pensaram que íamos pedir alguma coisa, mas só queríamos ser ouvidos", afirma.

O ex-peemedebista cita como exemplo de contradição o apoio da bancada de vereadores à gestão do prefeito Percival Muniz (PPS). Mário Sérgio disse que no ano passado, antes da eleição, defendeu a proposta de aliança com Muniz e foi vencido.

"Fui um dos poucos a defender abertamente a coligação com o PPS, mas o partido acabou preferindo ocupar a vice na chapa do Ananias Filho (PR). Depois da eleição, sem consultar a militância, decidiram se aliar ao Percival. Acho que faltou coerência e também democracia interna", alfineta.

As críticas também são direcionadas ao líder maior da legenda em Mato Grosso, apontado como uma antítese da conduta que pretende ter na nova legenda. "O deputado federal Carlos Bezerra, apesar de ser um grande estrategista, atua de forma centralizadora e hoje impede o surgimento de novas lideranças. Há muito personalismo e isso está ultrapassado. Os novos partidos, como o PEN, são uma alternativa à essas práticas antigas", garante Mário.