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Projeto da concessão de transporte público vai à segunda votação nessa quarta (4)

O projeto de lei deve ser aprovado com folga, mas o assunto ainda deve ser debatido em audiência pública

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03 de Novembro de 2015, 09h59

Projeto da concessão de transporte público vai à segunda votação nessa quarta (4)
Projeto da concessão de transporte público vai à segunda votação nessa quarta (4)

O projeto de lei do Executivo que trata da renovação da concessão do transporte público na cidade vai à segunda votação nessa quarta-feira, 4, na Câmara Municipal. O dito projeto já foi votado e aprovado pela primeira vez no último dia 21 de outubro, mas como necessita de duas votações, irá novamente à Plenário antes de ser sancionado pelo prefeito.

De acordo com o vereador Reginaldo Santos (PPS), o projeto de lei deve ser aprovado com folga, mas o assunto ainda deve ser debatido em audiência pública. "Nós já tínhamos feito uma grande audiência pública para debater o tema, do qual retiramos muitas ideias, mas o tema não está esgotado e nós vamos voltar a discutir o transporte público assim que a prefeitura estiver com a minuta da licitação para a contratação da empresa que vai ficar responsável pelo transporte na nossa cidade", informou.

Ainda de acordo com o vereador, a exigência de que o Executivo envie a minuta, espécie de primeiro texto ou rascunho, da licitação para a Câmara teve origem em uma emenda de sua autoria ao projeto original, e o documento será debatido com a população. "É nessa minuta que a prefeitura vai definir as obrigações da empresa que vai ser a nova concessionária do transporte e queremos discutir isso de forma transparente com a sociedade. Precisamos de um transporte público que funcione e que não deixe o cidadão esperando por muito tempo, que tenha abrigos e assentos confortáveis, com acessibilidade e qualidade, para que as pessoas se animem a usá-lo e com isso desafoguem o nosso trânsito. Por isso é importante que façamos essa discussão", continuou.

Outro assunto que deve ser incluído na pauta da audiência pelos vereadores será o Plano de Mobilidade Urbana, que foi encomendado pela Secretaria de Transporte e Trânsito (Setrat) à uma empresa privada e que contém as diretrizes para se melhorar e otimizar o trânsito na cidade.

O documento requerendo a audiência pública, assinado pelo próprio Reginaldo e pelos vereadores Ibrahim Zaher (PSD) e Fábio Cardozo (PPS), já está protocolado na Câmara, mas aguarda o envio da minuta por parte da prefeitura para ser votado e ter a data marcada.

'Precisamos de um transporte público que funcione e que não deixe o cidadão esperando por muito tempo', definiu o vereador Reginaldo Santos - Foto GazetaMT A concessão do transporte público está vencida desde fevereiro de 2014 e a empresa que explora a concessão quer a renovação de seu contrato, mas por seu lado, a prefeitura já deixou claro que prefere que outra empresa assuma o serviço, já que a empresa Cidade de Pedra, ainda na visão do Executivo, não vem operando o sistema satisfatoriamente.

O assunto é polêmico e de suas definições dependem o futuro da cidade, pois o transporte público é visto por especialistas como a única solução aplicável para se melhorar o trânsito e acabar com a verdadeira 'batalha' que é conseguir uma vaga para se estacionar veículos na região central das grandes cidades.   

Em grandes centros urbanos do país, além de contar com corredores e vias exclusivas para o transporte público, o que possibilita a rapidez e a fluidez desse modal de transporte, os ônibus contam com ar condicionado, internet sem fio, tomadas de energia e outros mimos, além de o passageiro contar com abrigos confortáveis e seguros para esperar pelo seu transporte.

"Se o transporte público não se preparar para atrair novos usuários, que hoje em dia usam seu veículo próprio, ele está fadado a se tornar obsoleto e desaparecer na cidade, pois o cidadão quer e tem o direito a um transporte confortável e que o leve rapidamente ao seu destino. Senão vejamos: enquanto a cidade dobrou de tamanho nos últimos anos, o número de passageiros continua o mesmo. Hoje, quase todas as famílias têm transporte próprio e o cidadão não vai deixar sua moto ou carro em casa para andar num ônibus que demora, que é quente e desconfortável. Isso precisa melhorar muito!", concluiu Reginaldo.