fartura
Com grande número de novos empreendimentos, Creci aconselha cautela ao adquirir lotes a prazo
A preocupação é que o cidadão adquira lotes em empreendimentos que não estão em dia com sua situação documental
03 de Dezembro de 2014, 16h51
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), órgão que congrega os profissionais que trabalham com aluguel, compra e venda de imóveis e um dos responsáveis pela fiscalização de novos empreendimentos imobiliários, alerta a população a atentarem para alguns cuidados na hora de adquirir terrenos dos novos loteamentos lançados recentemente na cidade. A preocupação é que o cidadão adquira lotes em empreendimentos que não estão em dia com sua situação documental, o que pode gerar dor de cabeça na hora de escriturar o imóvel.
Segundo o delegado regional do Creci, João Batista da Silva, a enxurrada de novos loteamentos e empreendimentos imobiliários é um fator positivo, já que denota o bom momento da economia local, mas isso também atrai pessoas mal intencionadas, motivo pelo qual os compradores devem ficar alertas para não serem enganados. "Nunca houve uma quantidade tão grande de loteamentos e empreendimentos imobiliários sendo lançados ao mesmo tempo na cidade e eu creio que isso em parte se deva ao bom momento da economia local, que está bem impulsionada e isso atrai investidores e empresas do segmento. E isso está correto, pois há uma demanda na cidade. Isso gera emprego, movimenta ainda mais a nossa economia. Esse é o lado positivo. O negativo são os empresários que querem a qualquer custo lançar produtos no mercado sem estar completamente regularizados", analisou.
Para o representante dos corretores de imóveis, o poder público poderia evitar problemas com a liberação de novos empreendimentos "O Creci não é consultado na hora que são lançados novos empreendimentos, e eu penso que seria importante os profissionais do ramo imobiliário serem escutados, pois os eu conhecimento de mercado é valioso e eles têm conhecimentos que poderiam ajudar a prefeitura a não cometer erros na hora de autorizar novos loteamentos. Mas nós nunca fomos convidados para debater isso", continuou.
No entender de João Batista, o comprador deve exigir do corretor ou empresa com quem esteja negociando documentos que comprovem que o empreendimento está devidamente registrado, a documentação do imóvel e licenças ambientais. "Se o comprador não cumprir todo esse rito, ele vai ter problemas lá na frente. Ele pode pedir a matrícula, procurar saber se está tudo averbado mesmo no cartório e a empresa precisa ter esses documentos á mão para mostrar aos clientes. Para fazer um negócio seguro, o ideal é procurar um corretor de imóveis da sua confiança e procurar investigar minimamente o empreendimento", alertou.
Ainda segundo ele, caso queira, as pessoas poderão consultar o próprio Creci, que tem escritório no Edifício Acir, na sala 202, ou pelo telefone (66) 3423-7698.
Sem ISSQN
Um outro fato preocupante apurado pela nossa reportagem é a sonegação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), que as empresas que comercializam os terrenos, em sua maioria, pagam em cidades como Goiânia e outras, onde mantém suas sedes, e deixam de recolher os valores na cidade onde o serviço é prestado, o que já pode ter gerado um prejuízo de milhões aos cofres públicos municipais.
O ISSQN é um imposto que cobra uma percentagem de 5% dos valores obtidos com as vendas dos mesmos.