Pegou mal
Carlos Fávaro, vice-governador eleito, participou de manifesto em favor de acusados de grilagem
03 de Dezembro de 2014, 09h07
Não pegou bem a participação do vice-governador eleito, Carlos Fávaro (PP), na manifestação promovida nesta semana contra a 'Operação Terra Prometida', deflagrada pela Polícia Federal para combater a grilagem de terras da União em Mato Grosso. Ele alega que sua participação ocorreu na condição de 'morador de Lucas do Rio Verde', como se fosse possível dissociar sua relação com o futuro governo.
O protesto realizado na Câmara de Lucas do Rio Verde contou também com a presença de alguns acusados de envolvimento nos crimes, como o deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco (DEM). Todos manifestaram 'indignação' com as prisões e denúncias já divulgadas - apontando o envolvimento de pessoas supostamente 'ilustres' na região em ações de pistolagem, fraude e apropriação indébita.
O governador eleito Pedro Taques (PDT) também foi convidado para o manifesto pró-grileiros, mas, sabiamente, preferiu ficar de fora.
Em tempo: Nesta terça-feira (07) trabalhadores assentados na gleba Poranga, em Sorriso, interditaram temporariamente a BR-163 para denunciar ameaças de morte feitas por fazendeiros da região. Diferente do que diz Fávaro e os outros envolvidos na operação da PF, esse trabalhadores afirmam que a situação é tensa e que são aterrorizados diariamente por pistoleiros e capangas dos fazendeiros que desejam expulsá-los do assentamento.