Mistério

PR continuará conversando com todos e terá como aliados apoiadores de Dilma, diz Fagundes

O deputado federal e presidente regional do PR tem reunião nesta semana com os blocos de situação e oposição em Mato Grosso

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03 de Fevereiro de 2014, 04h40

PR continuará conversando com todos e terá como aliados apoiadores de Dilma, diz Fagundes
PR continuará conversando com todos e terá como aliados apoiadores de Dilma, diz Fagundes

O presidente regional do Partido da República, deputado federal Wellington Fagundes (PR), considera normal o assédio que a legenda recebe dos dois principais grupos que disputam a sucessão estadual em Mato Grosso. Fagundes tem reunião hoje (03) na casa do presidente Regional do PMDB em Cuiabá, Carlos Bezerra, com representantes dos partidos que integram a base de apoio de Silval Barbosa (PMDB). E ainda nesta semana deve se reunir também com o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), um dos coordenadores do grupo oposicionista que tem o senador Pedro Taques (PDT) como pré-candidato ao Governo.

"O PR é hoje o partido que tem mais densidade eleitoral em Mato Grosso, com um senador, os dois deputados federais mais votados e sete deputados que representam as principais regiões de Mato Grosso. Estamos presente em todo o estado, temos a maior capilaridade e acho que tudo isso é importante", diz Wellington ao justificar o interesse das outras legendas pelo apoio dos republicanos.

Oficialmente o PR tem seus pré-candidatos ao governo, o ex-prefeito de Água Boa, Maurício Tonhá, e o próprio Fagundes. Tem também o senador Blairo Maggi, que, apesar de negar interesse na disputa, lidera as pesquisas de opiniões sobre as intenções de voto dos mato-grossenses.

O presidente do partido afirma que o projeto de montar uma chapa própria está de pé, mas acredita que isso não impede os republicanos de conversarem com as outras legendas. Conforme Wellington, o PR está apenas atendendo à convites e considera normal o diálogo entre os partidos até a data das convenções, em junho, prazo limite para a definição de candidaturas e alianças.

"Daqui até lá a gente tem que conversar muito, ir fazendo alianças. No pluripartidarismo é preciso esse diálogo, não dá para ir sozinho. Fomos convidados para conversar tanto pelos partidos da base aliada como também pelo senador Pedro Taques (PDT), que é oposição aqui no Estado mas integra a base aliada nacional", confirma.

Fagundes evitou polemizar sobre as pressões feitas pelo PMDB, que critica a aproximação do PR com a oposição, e também não comentou a crise no bloco pró-Taques - que pode perder o Democratas caso os republicanos decidam ficar com a indicação do candidato a senador do grupo. O deputado disse apenas que o partido continua aberto ao diálogo e que, seja qual for a decisão, o fator determinante será o alinhamento no plano nacional.

"Achamos que isso é importante principalmente devido ao apoio que o governo federal tem dado a Mato Grosso. Vamos procurar fazer uma aliança principalmente com os partidos que estão na base da presidente Dilma", afirmou, mantendo o mistério.