ASSEMBLEIA
Servidores da Semed abrem mão de rateio de dívidas e garantem aumento real
Categoria se reuniu em Assembleia e PCCV passa a vigorar com anuência da grande maioria
03 de Fevereiro de 2017, 12h00
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis - Sispmur chamou os trabalhadores da educação para assembleia, na manhã desta sexta-feira, dia 3. Na pauta do dia a análise da proposta do prefeito José Carlos do Pátio em negociar uma dívida que a administração tem com a categoria, referente a repasses salariais, já que esses servidores não entraram no novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos- PCCV dos servidores públicos.
De julho a dezembro de 2016, a prefeitura acumulou uma dívida para com os servidores no valor aproximado de R$ 750 mil, o que deveria ser rateado entre os trabalhadores da educação, proporcionalmente ao valor do salário de cada um. A proposta do prefeito era de que a categoria abrisse mão desse valor e, em contrapartida, fosse incorporado aos vencimentos um aumento real de 4,5%.
"Não poderíamos aceitar a proposta sem ouvir os interessados, por isso chamamos a assembleia e aqui ficou decidido pela grande maioria (dois votaram contra) que é mais vantajoso para o servidor o aumento real", disse a presidente do Sispmur, Geane Nina Teles.
A presidente lembrou que parte da categoria não foi enquadrada no PCCV dos servidores do município, que receberam a incorporação da produtividade e outros benefícios aos salários. Por isso ficou tudo atrasado para os funcionários da Semed. "O que não podia acontecer era ficar assim, sem solução e o Sindicato precisava decidir em assembleia, foi o que fizemos".
Outros assunto abordados pela presidente do Sispmur se relacionam aos 73 professores convocados no dia 29 de dezembro, que estão sem receber o salário; e também com a preocupação com a demora do prefeito em chamar os aprovados no concurso da prefeitura.
"Os professores que assumiram e não estavam lotados em unidades educacionais precisam receber, já que estavam à disposição da prefeitura. Lógico que defendemos a lotação dos antigos antes, mas todo mundo tem direito ao pagamento. Quanto aos concursados, nós do Sindicato estamos brigando pela nomeação, até porque nosso Instituto de Previdência, o Impro, sofre com a redução de receitas e aumento de aposentadorias e pensões pagas", explicou Geane Teles.