PASSAGEM MAIS CARA
Tarifa de ônibus passa para R$ 3,60 a partir deste sábado, dia 4
O prefeito bateu o martelo e fechou acordo com a empresa, tarifa se iguala a Cuiabá
03 de Fevereiro de 2017, 12h41
Em reunião com a gerência da empresa de transporte coletivo, vereadores, Conselho Municipal de Trânsito e secretários municipais, ficou acertada a nova tarifa do transporte coletivo na cidade, que passa a vigorar já neste sábado, dia 4.A decisão foi tomada no final da manhã desta sexta-feira, 3, na sala de reuniões da prefeitura e passa dos atuais R$ 3,34 para R$ 3,60.
A Comissão de Obras, Transporte e Trânsito da Câmara de Vereadores, presidida pelo vereador Cláudio da Farmácia (PMDB) marcou a reunião, em função de a empresa ter protocolado na Casa de Leis a decisão de parar o serviço a partir de abril.
"O último reajuste da tarifa foi em março de 2016. A partir daí já foram quatro aumentos de combustíveis além de outros insumos que a empresa contabiliza e hoje, conforme demonstrativo financeiro, está em desequilíbrio econômico. Não poderíamos deixar o serviço parar", disse o presidente da Comissão, vereador Cláudio.
Já o prefeito ponderou que entende a situação da empresa e só bateu o martelo no valor da tarifa depois de negociar. "Pelo relatório de custos operacionais a empresa pedia R$ 3,70. Só que procuramos um meio termo, para não prejudicar o trabalhador, que precisa do transporte coletivo diariamente".
O gerente da Cidade de Pedra disse que mesmo com o reajuste, a decisão de parar o serviço em abril continua de pé. "A direção da empresa diz que não pode mais operar em Rondonópolis, tanto que nem participamos da última licitação, que deu 'vazia'. Sinal de que não interessou a nenhuma empresa assumir o serviço. Agora é uma questão de negociar", disse Paulo Sérgio da Silva, gerente da empresa.
Histórico
O contrato com a empresa Cidade de Pedra está vencido há três anos. A proposta de licitação para contratação de outra empresa ou mesmo de renovação com a Cidade de Pedra foi realizado em 2016, mas não teve concorrentes. De acordo com empresários do setor, o que a prefeitura exigia em contrato não cobre as despesas do serviço e acabou não interessando a ninguém.
Novo edital de licitação deve ser publicado em breve. Basta saber se até final de abril, quando a Cidade de Pedra deve parar o serviço, já estará tudo decidido. O gerente da empresa disse em entrevista que até poderá retirar o edital, mas assumir a participação no certame vai ser uma decisão da diretoria da empresa.
E mais, pelo que se conhece da burocracia que rege o serviço público, em dois meses não existe a possibilidade de publicar edital, realizar o certame e o serviço funcionar. Outro detalhe é que a municipalidade divulga um fluxo de 25 a 27 mil passageiros por mês, mas a empresa que atua na cidade há 10 anos garante que passageiros pagantes não passa de 17 mil/mês. O que é computado na conta final é o passageiro isento da tarifa, como idosos e estudantes.
A Cidade de Pedra tem hoje 80 carros com a média de idade de 8 anos e 200 funcionários. Se paralisar o serviço em abril, será mais uma questão social para a administração resolver.