ELEIÇÃO SUPLEMENTAR

Júlio Campos articula redução de candidatos ao Senado e já aceita ser suplente

por Robson Morais

03 de Fevereiro de 2020, 15h07

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Divulgação

O ex-governador de Mato Grosso, Júlio Campos (DEM), revelou que mantém diálogo com diversos pré-candidatos ao Senado para trabalhar a ideia de um consenso na eleição suplementar que ocorrerá no dia 26 de abril em decorrência da cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos).

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (3) durante solenidade de abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa.

“Tive conversas com o Nilson Leitão, Otaviano Pivetta e Carlos Fávaro. Não tem sentido uma disputa com 20 candidatos a uma vaga ao Senado. O melhor é trabalhar uma candidatura única e fortalecer os projetos que poderão ser defendidos em Brasília após a eleição”, disse.

Júlio Campos, que também é um dos pretensos candidatos ao Senado, disse que as conversas são feitas sem qualquer vaidade e admite que é necessário abrir mão de candidatura própria para firmar um consenso.

“Não tenho vergonha nenhuma de disputar uma eleição em uma suplência. E é o pensamento de muitos aos quais conversei. Não dá para ter vaidade e exigir que só aceita a composição liderando a chapa majoritária”, comenta.

Na lista de pretensos candidatos ao Senado está o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e os deputados federais Carlos Bezerra (MDB) e José Medeiros (Podemos).

Ainda está no páreo o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que na sexta-feira (31) conseguiu uma liminar do Supremo Tribunal Federal que lhe assegura uma vaga no Senado Federal em substituição a Selma Arruda. Fávaro obteve o terceiro lugar nas urnas no último processo eleitoral.