DELAÇÃO
Na lista de Riva, Nininho teria recebido R$3,2 milhões em propina
Deputado estadual é apontado como recebedor do chamado mensalinho na ALMT entre os anos de 2011 a 2015
03 de Fevereiro de 2020, 09h10
Em uma lista extensa, o ex-deputado José Geral Riva “entregou” 38 nomes de agentes políticos, ex-agentes e empresários suspeitos de receberem, segundo ele, propinas mensais que juntas somam mais de R$ 175 milhões. A lista faz parte do acordo de delação premiada assinado junto ao Ministério Público Estadual (MPE), conforme publicado pelo jornal A Gazeta na última semana.
Entre os nomes citados na suposta lista, o deputado estadual Ondanir Bortolini, o (Nininho), é apontado como o recebedor de R$ 3,2 milhões. Em quatro anos recebendo R$ 50 mil (2011 a 2015), ele informou que não irá se manifestar, por enquanto.
Aleluia!
Outro nome conhecido é o do ex-deputado evangélico Sebastião Rezende, ligado à igreja Assembleia de Deus. De 2003 a 2015, o ex-deputado, teria recebido R$ 7.520 milhões. À imprensa, ele alegou não ter compactuado e recebido nada que não estivesse dentro da legalidade.
Coisa antiga
Ao longo de 20 anos de governos (1995-2014), os crimes teriam sido praticados na Assembleia Legislativa do Estado. Conforme a reportagem, a colaboração está com o desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que é quem decidirá se homologa o documento.
Os pagamentos eram realizados sob o argumento de “manter-se à governabilidade”, sendo excluídos do esquema apenas os deputados de oposição, o presidente da Casa de Leis e o primeiro-secretário. Entre os anos de 1995 e 1998 o valor pago era de R$ 15 mil. Entre 1998 e 2002 o montante girou em torno de R$ 20 a R$ 25 mil.
Durante gestão Blairo Maggi, os valores giraram entre R$ 30 e 35 mil. Já na gestão Silval Barbosa, o mensalinho alcançou R$ 50 mil.
As negociações de proposta de colaboração com o MP Estadual se iniciou em 2019. No mês de outubro, um documento de 105 páginas detalhando os esquemas em parte, que foi direcionado ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), vazou na imprensa.
O ex-deputado, à época, chegou a negar a validade do documento afirmando que não tinha assinado. A proposta de colaboração premiada traz resumidamente, em 105 páginas, crimes de corrupção cometidos por 38 deputados ao longo dos anos de 1995 a 2015.
Um dos esquemas de corrupção, segundo Riva, teria se iniciado ainda no Governo Dante de Oliveira, passando pelas gestões dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa, onde deputados e ex-parlamentares teriam recebido o montante de R$ 175,7 milhões.
Outros citados
Guilherme Maluf
José Domingos Fraga
Wallace Guimarães
Percival Muniz
Adalto de Freitas
Ademir Brunetto
João Malheiros
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Carlos Azambuja
Chico Galindo –
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Humberto Bosaipo
Pedro Satélite
Dilceu Dal’Bosco
Silval Barbosa