SANTA CASA

Nova reunião é marcada por mais um 'chá de sumiço' de Zé do Pátio

Integrantes do movimento S.O.S Santa Casa e demais participantes criticaram mais uma ausência do gestor municipal

por Redação

03 de Fevereiro de 2020, 14h49

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Divulgação

Em uma nova reunião, a atual diretoria da Santa Casa de Rondonópolis voltou a criticar o prefeito José Carlos do Pátio pelo habitual 'chá de sumiço'. Nem ele e nem ninguém representando o Poder Executivo municipal tem comparecido aos encontros promovidos para discutir a situação financeira e a prestação das contas do hospital filantrópico.

O mais recente encontro ocorreu neste final de semana. Estavam presentes na reunião os deputados federais José Medeiros (PODE), Neri Geller (PP), além os deputados estaduais Nininho (PSD) e Thiago Silva (MDB).

Representando a Câmara, os membros da Comissão de Saúde do Poder Legislativo fizeram coro. Participaram do encontro os vereadores Rodrigo Lugli (PSDB), Fábio Cardozo (PPS) e Reginaldo Santos (PPS). O evento foi aberto à população.

A ausência de Pátio confirma o depoimento dado por integrantes do movimento S.O.S. Santa Casa. Ao programa SBT Comunidade, da TV Rondon, afiliada do SBT em Rondonópolis, Tania Balbinotti adiantou que o prefeito nem seguia participando dos tais encontros. “Ele tem se recusado a discutir a situação. Em outubro houve uma reunião e não havia ninguém da Prefeitura lá, além de outras tentas reuniões”, rebateu Tânia. “Ele está desinformado sobre o plano de recuperação, sobre as negociações com os médicos e o porquê nós conseguimos trazer essas emendas [parlamentares]. O prefeito é o líder maior da cidade, ele precisa estar por dentro da situação, principalmente neste tema tão sério”, continuou. “A postura do prefeito ao ter falado em má gestão... nossa gestão abriu as portas da Santa Casa. Muito se falava de saco sem fundo, caixa preta e nós abrimos as portas. Agora nessa nossa roda de conversas está faltando o prefeito, e ele sabe. Precisamos ser responsáveis e sentar juntos para dialogar. Este argumento de má gestão não cabe mais” disse na ocasião.

“Saco sem fundo”

Dias antes, Pátio havia chamado a Santa Casa de “saco sem fundo”. “Se fizermos um cálculo, entre verbas federais, estaduais e do município, com o que foi repassado dá para comprar 1,8 mil Gol (carro) 0km por ano. O problema da Santa Casa é um problema de gestão e não estou vendo nenhum dos Poderes constituídos tomarem posição quanto a isso”, criticou o prefeito. “Estamos tentando construir uma pauta positiva para a Santa Casa. Somente em dezembro foram repassados R$ 27 milhões”, afirmou. “A Santa Casa vai continuar assim? Um saco sem fundo? E nós repassando dinheiro e ela nunca conseguindo se estruturar?”, questionou.

Em entrevista ao site GazetaMT, o vereador Rodrigo Lugli também rebateu a declaração do prefeito. Sobre a prestação de contas e informação à população, disse:  “Sou a favor da busca de quaisquer informações e esclarecimento à população, mas contrário à uma intervenção. Se fosse este o caso, os Poderes Executivo e Legislativo deveriam ter tomado tal medida há tempos, quando fomos omissos. Neste momento sou a favor de que a nova equipe trabalhe, encontre e resolva os problemas. Bastou a chegada dos recursos para esta manifestação de pente fino nas contas, o prefeito fez uso político do momento. Pior, que já tem mania de espantar todos a sua volta poderia espantar também estas emendas parlamentares”. 

A reportagem pediu um pronunciamento oficial do prefeito. Até o fechamento deste material, não tivemos retorno.