ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Mantido em cárcere e torturado por facção, homem é obrigado a lançar drogas em presídio de Rondonópolis

De acordo com a investigação, ele permaneceu por um período de, aproximadamente, 15 dias em cárcere privado em uma casa no Jardim Paiaguás sendo espancado, porque faria parte de um grupo rival.

por Gabriel Fagundes c/Assessoria, de Rondonópolis

03 de Fevereiro de 2021, 10h08

None
Divulgação

A Polícia Civil de Rondonópolis prendeu um homem de 25 anos, que foi mantido em cárcere e torturado durante 15 dias por membros de uma facção criminosa. Após investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), foi descoberto que ele foi obrigado a lançar drogas dentro da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa (Mata Grande), por ter habilidade com drones.

De acordo com informações, foram 4 pessoas presas e um adolescente foi apreendido.

Todos são acusados de integrar uma organização criminosa e também cometer outros crimes como cárcere privado, tortura e tráfico de drogas.

Os investigadores da (Derf) de Rondonópolis chegaram às prisões após monitorar um homem suspeito de praticar tráfico de droga. Durante vigilância, os policiais notaram quando o carro com o suspeito e mais um passageiro seguiu rumo a uma estrada vicinal que dá acesso aos fundos da penitenciária.

Logo após realizar a abordagem ao veículo, o condutor tentou fugir da equipe policial, no entanto, acabou batendo o carro em um barranco e os dois saíram a pé em fuga em direção ao matagal. Apesar da resistência, a dupla foi contida pelos policiais.

No carro em que a dupla estava, foram localizados aparelhos celulares, porções de entorpecentes e um drone, que os dois confessaram que seriam jogados para dentro da unidade prisional. Um deles foi identificado como líder do grupo responsável por lançar os celulares e entorpecentes para a penitenciária.

Conforme a apuração policial, um dos suspeitos presos, de 25 anos, apresentava sinais claros de tortura. De acordo com a investigação, ele permaneceu por um período de, aproximadamente, 15 dias em cárcere privado em uma casa no Jardim Paiaguás sendo espancado, porque faria parte de um grupo rival.

Além disso, ele também teria sido coagido a 'colaborar' com os criminosos rivais porque sabia operar drones. O grupo que cometeu a tortura era composto por três adultos e um adolescente.