o aprendiz de riva
Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá pede cassação de João Emanuel
Ele é apontado pelo Gaeco como líder de uma quadrilha que praticava crimes de falsidade, estelionato, corrupção e grilagem de terras
03 de Abril de 2014, 11h25
A situação do genro do deputado estadual José Riva (PSD), o ex-presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel, também do PSD, parece cada vez mais complicada. Afastado do cargo de presidente do Legislativo a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) no último dia 27 de novembro de 2013, ele é apontado por uma investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) como líder de uma quadrilha composta por outras sete pessoas, que praticava crimes de falsidade, estelionato, corrupção passiva, grilagem de terras e adulteração de documentos de veículos.
Agora, a Comissão de Ética da Câmara pediu a cassação do mandato do vereador por quebra de decorro parlamentar, afirmando que João Emanuel teria se beneficiado do cargo de presidente do Legislativo para obter vantagens pessoais.
O pedido de cassação foi protocolado na manhã dessa quinta-feira, 03, e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) terá um prazo de 15 dias para analisar os documentos apresentados pela Comissão e emitir um parecer. Em seguida, o caso será colocado em votação. Para João Emanuel ser cassado serão necessários os votos de 13 dos 25 parlamentares cuiabanos.
Ele chegou a ser preso no último dia 26 de março a pedido do MPE, após o fim das investigações da Operação Aprendiz, deflagrada pelo Gaeco.