Parceria de Muniz com ex-adversários ainda não garantiu vantagens para o município
03 de Abril de 2014, 07h52
Causou estranheza a presença de tantos republicanos nesta semana no gabinete do prefeito Percival Muniz (PPS). Na foto divulgada pela assessoria da Prefeitura, aparecem refastelados no gabinete o presidente estadual do PR, deputado federal Wellington Fagundes, o deputado estadual, Hermínio Barreto, e o secretário estadual de esportes, Ananias Filho. Este último disputou a eleição com Muniz e, apesar de não parecer, perdeu.
Desta vez o prefeito não estava presente e a recepção coube ao vice, Rogério Salles (PSDB). O pretexto oficial para a 'ocupação republicana' foi uma suposta parceria firmada com a Prefeitura para a promoção de uma etapa do Circuito BB de Vôlei de Praia em Rondonópolis. O evento vai torrar quase meio milhão de reais. É patrocinado com recursos do Governo Federal e está sob a coordenação da Confederação Brasileira de Vôlei - aquela acusada de desviar para as contas pessoais de dirigentes e agregados milhões de reais dados pelo Banco do Brasil.
Não está claro quanto o município gastará na brincadeira e nem qual a participação da trupe republicana no negócio. Mas, em se tratando de CBV e PR, nem adianta esperar muita transparência ou contar com grandes vantagens para a cidade.
Sobre o assunto vale ainda reconhecer que o prefeito Percival Muniz se elegeu prometendo 'unir Rondonópolis', aproximando se dos adversários para assegurar benefícios ao município. A primeira parte da promessa (a aproximação) aparentemente foi bem sucedida. O PR sente-se 'em casa' na atual gestão. Falta, porém, a segunda parte.
Até aqui vemos apenas algumas migalhas, como este evento da CBV. Os problemas antigos (travessia urbana, residencial André Maggi, aeroporto, Canivete etc.) continuam sem solução. E também não houve ajuda para atrair investimentos ou mesmo pressão política dos 'novos aliados' para ao menos garantir que o Governo do Estado pague o que deve ao município.