EM RONDONÓPOLIS
Mãe de bebê morta com sinais de maus tratos é espancada em cadeia de MT
A situação ocorreu na noite de terça-feira (02), na Cadeia Pública Feminina. A detenta deverá ser transferida da unidade prisional.
03 de Abril de 2019, 10h15
A detenta Bianca de Sousa Almeida, de 31 anos foi socorrida às pressas por agentes penitenciários da Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis, após ela ser agredida por colegas de cela na noite de terça-feira (02).
Bianca e o marido de 37 anos foram autuados pelo crime de maus tratos, que resultaram na morte da filha de 2 meses de idade, na sexta-feira (29).
As informações são de que as colegas de cela da acusada, teriam descoberto a causa de sua prisão. Com isso, revoltadas as detentas se uniram e agrediram Bianca.
Rapidamente os agentes de contenção viram o que estava acontecendo e retiraram a acusada da cela. Machucada, ela foi encaminhada a uma unidade de saúde, onde após receber atendimento médico voltou para a penitenciária.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), devido ao risco Bianca foi colocada em uma cela de isolamento, onde aguarda ser transferida para outra unidade.
O caso
Na madrugada de sexta-feira (29), Bianca teria saído de casa para comprar bebidas, deixando a filha recém-nascida aos cuidados do pai.
Em depoimento, o acusado contou que deu um remédio para a filha, quando ela começou a passar mal.
Com isso, ele disse que começou a balançá-la e deferir alguns tapas no rosto da criança na tentativa de acorda-la. Mas, ao perceber a gravidade da situação resolveu leva-la ao Pronto Atendimento Infantil da cidade.
No hospital, os medicos acionaram a Polícia Militar ao perceber hematomas no corpo da recém-nascida, que acabou vindo a óbito algum tempo depois.
O casal foi autuado em flagrante no crime de abandono de incapaz qualificado, com pena de 4 a 12 anos, mas no final do inquérito policial poderá responder por homicídio ou tortura qualificada com resultado morte.
Foi constatado pela polícia que o casal são usuários de drogas e em janeiro deste ano, quando a menina nasceu, o hospital maternidade de Rondonópolis chegou a encaminhar um ofício ao Conselho Tutelar, informando as condições da mãe.
O conselho chegou a dar início ao tratamento de recuperação da acusada, mas algum tempo depois acabaram perdendo contato com ela.