PONTO POSITIVO
Para Ambientalistas, Blairo Maggi abre diálogo e segue mais benquisto que Kátia Abreu
03 de Junho de 2016, 08h46
Reportagem publicada pelo site de notícias UOL nesta quarta-feira (1) confirma Blairo Maggi como um ministro na contramão da previsibilidade. Frente aos ambientalistas se esperava o confronto, como era de costume nos tempos da ex-ministra no governo Dilma, Kátia Abreu. Ledo engano.
A nomeação do mato-grossense pra a Pasta da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem sido vista como um avanço para as questões ambientais, especialmente, em virtude de mudanças feitas em suas propriedades, que compõem o conglomerado de empresas da Amaggi. Nem de longe, a ele é atribuído atualmente o infeliz título de "motosserra de ouro" que lhe fora dado em 2005 por uma das entidades de ativismo ambiental.
Quando assumiu, o desafio de Maggi numa Pasta até então contrária a seu perfil era grande, tão quanto sua rejeição. Seu foco no agronegócio era dado como certo, ainda que tivesse buscado apoio internacional na luta pela preservação da Amazônia, dentre outros projetos. Maggi, que tinha tudo para cair, segue mais firme que nunca.
Maggi chega defendendo incentivos privados ao desenvolvimento do campo. Recursos destinados pelos empresários em infraestrutura dentro e fora da agricultura, expandindo a discussão quanto à necessidade de desafogar o caixa Público. Se aproxima de práticas mais sustentáveis, implantando-as, inclusive, em suas propriedades, assim como políticas de legalização fundiária e monitoramento por satélite de propriedades rurais e ainda o compromisso com o desmatamento zero.
Finalizando a lista, especialistas que antes se revezavam para o embate frente à nomeada Kátia Abreu hoje definem o novo empossado como "esperança", como consta na reportagem de UOL. Exagero ou não, só o tempo dirá.
Por agora, quem duvidou que Maggi frente à Agricultura jamais daria certo está engolindo a seco.