Professores Paralisados
Sintep crítica corte de ponto e greve permanece por tempo indeterminado
Segundo o presidente do sindicato, a categoria reivindica revisão salarial já assegurada em lei.
03 de Junho de 2019, 15h21
A greve dos professores estaduais, deflagrada na última segunda-feira (27), segue sem nenhum acordo com o governo de Mauro Mendes. De acordo com o presidente do sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, se não houver nesta terça-feira (04), nenhuma manifestação de atender os pedidos da categoria por parte do Governo, os profissionais seguem paralisados por tempo indeterminado. Para Valdeir, o corte do ponto dos professores é uma medida autoritária. "A posição do governo é de autoritarismo. Ele lança mão dessa ameaça de corte de pontos, na tentativa de desmobilizar os trabalhadores da educação", afirmou o presidente do Sintep/MT. A medida adotada pela Procuradoria Geral do Estado tem um olhar parcial da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o presidente, a categoria reivindica revisão salarial já assegurada em lei. "Não há reivindicação nova sendo requerida e, sim, algo já instituído em lei há pelo menos, 5 anos", completou. A medida não se justifica pois, se há ilícito, está no descumprimento da lei salarial dos educadores, o que se comprova na alegação apontada pelo próprio decreto do Supremo Tribunal Federal (STF).