legislativo
Com apoio da maioria dos vereadores, Fulô quer antecipar eleição para Mesa Diretora da Câmara
O argumento do peemedebista para a antecipação da escolha do novo presidente do Legislativo seria o pleito eleitoral deste ano
03 de Julho de 2014, 06h00
O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), lidera um grupo de parlamentares rebeldes que querem antecipar a eleição para a Mesa Diretora da Câmara, inicialmente prevista para ocorrer somente em 20 de dezembro. Ele chegou a apresentar na terça-feira, 01, um projeto de Resolução assinado por doze vereadores pedindo a antecipação da eleição em regime de urgência, mas o mesmo foi ignorado pelo atual presidente da Câmara, Ibrahim Zaher (PSD), que sequer colocou o mesmo para ser lido em Plenário na Sessão Ordinária dessa quarta-feira, 02, o que gerou revolta em Fulô.
O argumento do peemedebista para a antecipação da escolha do novo presidente do Legislativo rondonopolitano seria o pleito eleitoral que se aproxima, o que poderia gerar um clima de discórdia entre os edis e interferir negativamente na escolha. "Outros locais, outras câmaras, a própria Assembleia (Legislativa) antecipou a eleição da Mesa para o próximo biênio. Na eleição do Ananias (ex-vereador que comandou a Câmara até meados de 2013, quando deixou o Parlamento para se tornar prefeito tampão da cidade), por exemplo, nós já antecipamos a eleição e demos posse em janeiro, normalmente. Nós queremos antecipar as eleições, mas isso é apenas um querer. Agora o
presidente ignorar um projeto que tem 12 assinaturas é um absurdo", criticou Fulô.
Para o vereador, faltou jogo de cintura à atual Mesa, que atropelou o projeto proposto pela maioria dos vereadores da Casa. "Negociar, retirar voto meu é normal. Já dormi eleito presidente da Câmara e acordei sem os meus votos para ganhar a eleição. Mas ignorar a nossa propositura com assinaturas de mais da metade dos vereadores, não colocar o nosso pedido de urgência para ser apreciado pelos demais vereadores é um absurdo", disse Fulô, aconselhando os contrários ao projeto a articularem politicamente a derrubada do mesmo.
Apesar da fala de Fulô, a principal motivação do mesmo ao propor a antecipação da eleição é o fato de o vereador tem construído um grupo em torno de si que pretende substituir a atual da Mesa. Composto por 12 vereadores, o grupo é liderado pelo PMDB, que tem uma bancada de cinco vereadores e reivindica para si a presidência, e pelo PR, que tem dois vereadores e já indicou o vereador Hélio Pichioni para ser vice ou secretário da nova Mesa.
"Essa não é uma discussão prioritária que tenhamos que ter agora. O povo não quer saber quem vai ser o novo presidente da Câmara. O povo quer que a cidade ande, que a saúde e a educação melhorem na nossa cidade. Essa é a verdadeira discussão que temos que travar agora. As eleições da Mesa tem data definida e temos que respeitar e dar tempo ao tempo, pois tudo tem o seu momento", pontuou o vereador Thiago Muniz (PPS), deixando antever que há uma guerra surda nos bastidores do Legislativo, cujo prêmio será a direção do Parlamento da segunda maior cidade do estado, com um orçamento anual de cerca de R$ 15 milhões.