CRISE DA CARNE
Em Roma, Maggi defende qualidade de produto brasileiro e cita sustentabilidade
Ministro falou de agronegócio, pecuária e percentual significativo no PIB
03 de Julho de 2017, 14h44
O ministro da Agricultura Blairo Maggi -PP está em Roma, Itália, para a 40ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Aproveitou o evento para tentar consolidar a continuidade dos negócios brasileiros, em especial a exportação de carne, frente à crise que virou moda no mercado europeu.
Assim como Temer, que esteve na Rússia na última semana, Maggi busca contornar a nova crise e risco de suspensão de compra por parte dos países. Desde a operação Carne Fraca, a venda carece de convencimento. No mais recente caso, problemas na carne foram causados pela vacina contra a aftosa. Os EUA foram os primeiros a suspender a importação.
O agronegócio, lembrou Maggi, corresponde a mais de 20% do Produto Interno Bruto -PIB brasileiro. Em seu discurso, o ministro contestou recomendação mundial feita pela FAO. "O Brasil reconhece a centralidade dos temas de alimentação e agricultura no sistema das Nações Unidas, mas, entendemos que recomendações sobre diminuição do consumo de carne bovina devido a emissões de gases de efeito estufa, não devem ser feitas pela FAO", disse Blairo.
Ainda na defesa, o ministro falou de sustentabilidade. "Há, inclusive, tecnologia, já desenvolvida pela Embrapa para produção de carne bovina com balanço zero de emissões de gases de efeito estufa", disse.