EPICENTRO DA PANDEMIA

Entidades do comércio protocolam abaixo assinado na Prefeitura de Cuiabá e pedem recuo de medidas

Classe se uniu contra o decreto, n° 7.975, que determina rodízio de veículos na cidade e atendimento nos estabelecimentos limitando o acesso por meio dos CPFs

por Karollen Nadeska, de Cuiabá

03 de Julho de 2020, 10h44

Reprodução
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Cinco entidades do setor comercial de Mato Grosso protocolaram na manhã desta quarta-feira (03), um abaixo assinado contendo seis questionamentos sobre o protocolo de adoção de medidas aderido por meio de decreto municipal, pela Prefeitura de Cuiabá, para conter o avanço do novo coronavirus (Covid). A cidade está no epicentro da doença no Estado.

As entidades rechaçaram a falta de consideração por parte do Poder Executivo de não chamá-las para a discussão com antecedência, e radicalizar sem medir as consequências para a população, especialmente para a classe dos empresários e prestadores de serviços que em conjunto a crise na Saúde do município, ainda enfrentam uma outra por falta de estímulos financeiros, e tentam evitar de todas as formas as falências das empresas e o altíssimo desemprego.

Diante disso, na carta endereçada ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), as entidades pedem o recuo do decreto n° 7.975, que determina a partir dessa sexta-feira, um novo horário do toque de recolher, a começar às 20h e não mais às 22h30, e um sistema de rodízios de veículos de carros, a circular dependendo dos números pares ou ímpares nas placas, e ainda determina um atendimento limite dos estabelecimentos comerciais por meio de Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Mais cedo, o presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), Gustavo de Oliveira, já havia adiantado que o prefeito faria o recuo da medida de rodízio e dos CPFs, que tem prazo para iniciar na Capital na próxima segunda-feira (07).

O abaixo assinado destaca, em suma, questionamentos sobre quais critérios foram adotados pelo prefeito para se embasar na decisão, os benefícios para a população, a possibilidade de haver conflito e de deixar a população ainda mais confusa, e a não consulta das circunstancias ao empresariado pelo Comitê de Crise em Combate a Pandemia da prefeitura.

Assinaram o documento os presidentes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio MT), Federação Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL-MT), Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (FACMAT), Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC Cuiabá).

Veja abaixo a representação: